Fintech colombiana de “crediário 2.0” capta R$ 350 milhões em série B

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Os fundadores da fintech ADDI (da direita para a esquerda): Santiago Suarez, Daniel Vallejo e Elmer Ortega

A fintech ADDI, de meios de pagamentos e crédito para lojas virtuais, anunciou hoje (26) a captação de US$ 65 milhões (R$ 350 milhões) em sua série B. O fundo Union Square Ventures liderou a rodada, que foi acompanhada pela Architect Capital, Endeavor Catalyst, Andreessen Horowitz, Monashees e outros investidores. Com os novos recursos, a companhia vai contratar novos colaboradores e desenvolver novos parceiros comerciais.

O aporte ocorre um ano depois da última captação, quando a ADDI recebeu US$ 15 milhões (R$ 80 milhões na cotação atual) em sua primeira rodada institucional, liderada pelo fundo norte-americano Quona Capital. A série A também contou com a participação do Foundation Capital e da Monashees. Um ano antes, em junho de 2019, a startup levantou US$ 12,5 milhões (R$ 44 milhões) do fundo norte-americano Andreessen Horowitz.

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Fundada em 2018 em Bogotá, na Colômbia, pelos empreendedores Daniel Vallejo, Elmer Ortega e Santiago Suarez, a ADDI desenvolve parcerias com lojas virtuais para oferecer sua tecnologia de meios de pagamento e crédito. Vallejo, o presidente da empresa, descreve o modelo de negócio como um “crediário 2.0”, em que, para os clientes, é possível parcelar compras online sem ter um cartão de crédito, enquanto os varejistas recebem o pagamento dos itens adquiridos no ato da compra.

O primeiro passo para o projeto de crescimento da empresa, segundo Vallejo, é contratar mais pessoas. O foco será mais em funções operacionais, como engenharia de software, vendas e análise de riscos. “Queremos fortalecer nosso time. É uma das nossas prioridades para este ano”, afirma. Com um quadro de 30 colaboradores atuando no Brasil, a perspectiva é de que esse número chegue a 60 nos próximos dois meses e fique um pouco abaixo de 100 até dezembro deste ano.

FOCO NOS VAREJISTAS

Com os recursos captados em sua série B, a companhia também pretende focar na aquisição de mais parceiros comerciais. Hoje, a fintech possui mais de 30 varejistas conectados à sua solução e pretende chegar a pelo menos 300 até o final do ano. “Queremos construir uma grande e forte rede de lojistas parceiros para alavancar boas experiências de consumo para o cliente final”, afirma Vallejo em entrevista à Forbes.

Para aprofundar o relacionamento com os lojistas, a aposta da ADDI passa pelo auxílio com a tecnologia para que o consumidor final realize suas compras sem cartão de crédito, mas também pela comunicação e experiência do usuário nas plataformas de e-commerce. “Nós os ajudamos também nas campanhas de marketing, entendendo o calendário comercial da empresa e os objetivos do varejista em cada período do ano”, diz o executivo.

A perspectiva é de que, com a chegada de novos varejistas à sua carteira de clientes até o final deste ano, a ADDI processe mais de R$ 1 bilhão até 2023. De acordo com Vallejo, com sua base de clientes atual, a fintech conseguiu aumentar entre 20% e 30% as vendas no e-commerce. O executivo afirma, ainda, que a companhia ajudou no crescimento do tíquete médio dos parceiros, que dobrou ou triplicou de valor.

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