Com aporte de US$ 235 milhões, NotCo acaba de se transformar no primeiro unicórnio chileno

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A NotCo, fundada pelos empreendedores (na foto acima, da esquerda para direita) Karim Pichara, Matias Muchnik e Pablo Zamora, alcançou o valor de mercado de US$ 1,5 bilhão após novo aporte

A foodtech de produtos à base de plantas NotCo é oficialmente a mais nova startup a atingir o status de unicórnio na América Latina – posto dos negócios que atingem valor de mercado superior a US$ 1 bilhão. A empresa anunciou hoje (26) a captação da sua rodada série D no valor de US$ 235 milhões, o que elevou o seu valuation para US$ 1,5 bilhão. Com isso, a empresa também se tornou o primeiro unicórnio do Chile, país onde foi fundada.

O aporte foi liderado pelo fundo norte-americano Tiger Global Management e contou com a participação de novos investidores, como o DFJ Growth Fund, the Social Impact Foundation e o ZOMA Lab. O heptacampeão de Fórmula 1, Lewis Hamilton, o tenista multicampeão Roger Federer, o cofundador do Airbnb, Joe Gebbia, e o cofundador do Twitter, Jack Dorsey, também participaram da operação como investidores individuais. A companhia já tinha atraído atenção do homem mais rico do mundo e ex-CEO da Amazon, Jeff Bezos, e do fundador da rede norte-americana de lanchonetes Shake Shack, Danny Meyer.

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Scott Shleifer, sócio da Tiger Global, diz que o investimento realizado na foodtech chilena está embasado no crescimento da empresa internacionalmente. “A NotCo criou produtos alimentícios que estão rapidamente ganhando participação no mercado”, diz. “Estamos animados com a parceria com Matías [Muchnick, cofundador e CEO da NotCo]. Esperamos que a inovação contínua de produtos e a expansão para novas geografias e categorias gerem um crescimento elevado e sustentável nos próximos anos.” Hoje, a companhia está presente em mais de 6.000 varejistas em todo o mundo.

Com os novos recursos, a empresa de Muchnick pretende não só aumentar sua capilaridade nos mercados onde já atua – Chile, Brasil, Argentina, Colômbia e Estados Unidos -, mas investir no seu sistema de inteligência artificial (IA), intitulado “Giuseppe”, para a criação de produtos. “Nossa patente exclusiva em IA nos dá uma vantagem competitiva significativa devido à velocidade e precisão com que somos capazes de desenvolver e levar novos produtos ao mercado”, afirma o CEO e fundador da foodtech. De maneira simplificada, o robô criado pela NotCo é capaz de mapear as moléculas de alimentos de base animal e sugerir combinações com insumos à base de plantas que possuem estruturas similares.

A empresa possui, hoje, cinco produtos em seu portfólio: a maionese NotMayo; o leite NotMilk; o sorvete NotIceCream; o hambúrguer NotBurger; e a recém-lançada carne moída NotMeat, que está disponível apenas no Chile por enquanto. No Brasil, apenas os quatro primeiros itens estão presentes. Ainda este mês, no entanto, deve ser lançado o NotMilkinho, leite achocolatado voltado para o público infantil.

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O country manager da NotCo no Brasil, Ciro Tourinho, diz que mais novidades serão anunciadas com o novo aporte. “O nosso grande desafio é viabilizar as informações do Giuseppe na cozinha. Ele não dá a receita, apenas os ingredientes. Depois, ainda é preciso dar escala industrial para o novo alimento”, diz. “Temos muitas coisas no nosso escopo, principalmente do pilar de substitutos de carnes e laticínios.”

Leo Orestes/Divulgação
Leo Orestes/Divulgação

O country manager da NotCo no Brasil, Ciro Tourinho, vê uma expansão para os estados de Minas Gerais e Rio de Janeiro mais próxima após a nova injeção de recursos

Além do desenvolvimento da tecnologia de inteligência artificial Giuseppe, a NotCo pretende conduzir uma expansão mais agressiva nos Estados Unidos. A projeção é de que a foodtech chegue a 8.000 varejos no país até o final deste ano. No Brasil, Tourinho afirma que a empresa deve ir além do estado de São Paulo, onde fica a sua operação de fabricação e distribuição no país, para chegar a outros locais, como os estados de Minas Gerais e Rio de Janeiro, além das regiões Sul e Nordeste.

“Se depender do Matías, a gente começa [a expansão] amanhã”, brinca o country manager. “Não será uma expansão desenfreada. Em uma indústria de bens de consumo, precisa ter muita cadência no crescimento, não é só distribuir o produto e achar que ele se venderá sozinho.” Segundo Tourinho, a empresa deve investir em marketing e comunicação para explicar o propósito da NotCo e os seus produtos em outras praças. “Precisamos desmistificar a ideia de que comida plant-based não tem gosto bom. Esse é o maior desafio.”

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