Na mira do PayPal, Pinterest tornou-se estratégico para social-commerce brasileiro

A plataforma de fotos, que poderia ser comprada por US$ 45 bilhões, tem mais de 460 milhões de usuários ativos mensais em todo o mundo e teve receita de U$ 1,6 bilhão em 2020.

Luiz Gustavo Pacete
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A experiência “shoppable” e o uso das redes sociais como ferramenta de vendas transformaram-se em elementos importantes de vendas (Roy Rochlin/Getty Images for IMG Fashion)

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A possível oferta do PayPal para comprar o Pinterest, plataforma de fotos e ilustrações, por aproximadamente US$ 45 bilhões, conforme pessoas próximas à operação informaram à Reuters nesta quarta-feira, 20, coloca em perspectiva os eventuais interesses que poderiam efetivar o negócio.

A plataforma tem mais de 460 milhões de usuários ativos mensais em todo o mundo e teve receita de U$ 1,6 bilhão em 2020, crescimento de 48,27% em relação ao ano anterior. Apesar de ter mantido um ritmo de crescimento na base de usuários mais lento em relação a outras redes sociais, o Pinterest se consolidou como uma plataforma atrativa para vendas e negócios.

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Designers, arquitetas, confeiteiros, decoradores, estilistas, desenhadores e uma série de outras profissões enxergam no Pinterest uma dinâmica importante de expor serviços, o que transformou a rede em um canal importante de social commerce, onde o conteúdo gerado pode se converter em vendas. O Brasil está entre os dez principais mercados e, por isso, nos últimos meses, vem protagonizando vários lançamentos que envolvem possibilidades de monetização e, principalmente, ferramentas para que marcas possam vender a partir dos posts e interações.

De acordo com a Gfk, 89% dos usuários acessam a plataforma semanalmente com interesses de compra. Marcas como O Boticário, Eudora, Westwing, Samsung, Itaú, Mobly e Bauducco, foram algumas das que fecharam parcerias com a plataforma recentemente no Brasil. “Acreditamos que a experiência de compra na internet pode ser mais rica e visual e a inspiração pode gerar resultados para as marcas, especialmente nestes tempos em que passear pelos corredores de uma loja favorita simplesmente não é possível, queremos levar essa experiência aos consumidores”, afirma André Loureiro, country manager do Pinterest no Brasil.

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Voltando ao PayPal, e-commerce é um segmento absolutamente estratégico para o aplicativo de pagamentos. De acordo com a 7ª edição da pesquisa “Perfil do E-Commerce Brasileiro”, feita pelo PayPal Brasil em parceria com a BigDataCorp, o Brasil já ultrapassou 1,6 milhão de lojas on-line, crescimento de 22% em relação a 2020. Desde 2015, esta alta se mantém na casa de 23%. E as pequenas empresas, muitas delas que veem nas redes sociais um canal importante de vendas, respondem por 52% de todo o e-commerce brasileiro. Globalmente, a estratégia do PayPal é se consolidar como um superapp e, de acordo com perspectivas da própria plataforma, o número de usuários deve crescer de 403 milhões, atualmente, para 750 milhões até o final de 2025.

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