Entenda o que é Web3 e tudo o que é preciso saber sobre o conceito

Cunhado em 2014 pelo britânico Gavin Wood, o termo coloca em perspectiva uma internet descentralizada.

Luiz Gustavo Pacete
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Na Web3, blockchain é um conceito importante de tecnologia para que a descentralização faça sentido (Crédito: Getty Images)

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Conseguir equilibrar o melhor das duas fases anteriores da internet, essa é a proposta da Web3 que se baseia na premissa de descentralização. O termo foi utilizado pela primeira vez em 2014 por Gavin Wood. O britânico é cofundador da rede de blockchain Ethereum.

Se na Web 1.0 a premissa era o compartilhamento de informações e na Web 2.0 o foco foi a importância do conteúdo gerado pelo usuário, a ideia por trás da Web3 é juntar a descentralização, permitida pela blockchain e fortalecer ainda mais o conteúdo desenvolvido pelos usuários.

Porém, apesar de pressupor uma evolução das outras fases anteriores, ela não necessariamente será uma continuidade, alerta Ricardo Cavallini, global faculty da Singularity University. “Considerando que um dos principais elementos deste mundo é o NFT, que apesar de usar criptomoedas e blockchain não é nada descentralizado, fica claro o quanto a realidade de Web3 está distante”, pontua.

No ano passado, a expressão Web3 esteve entre as mais comentadas na internet junto com Metaverso e NFT. Uma característica também importante da Web3 é um número maior de mecanismos que garantam aos usuários transparência na coleta e destinação de seus dados.

O que é Web3?

De acordo com Cavallini, “mais do que uma evolução (a próxima versão, três ponto zero), se trata de uma remodelagem da internet, baseada em blockchain, tokenização e descentralização. Aproveito para fazer um parênteses aqui, a frase acima em si mostra bem a necessidade dos executivos ficarem em dia com as novidades. Perceba que para entender Web3 é preciso conhecer outras coisas que muita gente ainda não entende, nem a tecnologia, tampouco o conceito.”

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A Web 3.0 é a mesma coisa que Web3?

“O nome se confunde com um conceito antigo chamado Web 3.0, a tal web semântica. Acho que a grande diferença desta buzzword é que tenho a sensação que ela não surgiu para vender livros, palestras, artigos ou especialistas. Sinto que a força da Web3 vem de um desejo mais puro de corrigir os problemas atuais da internet”, diz Cavallini.

Qual a importância da distribuição no conceito?

Para Cavallini, do entendimento que a internet foi para um caminho com monopólios, fake news e discurso de ódio, é importante estar atento para não replicar tudo isso ao buscar uma nova web descentralizada. “Quando surgiu, uma das principais descrições da internet era que ela era distribuída. Pense no Brasil, um país onde Facebook virou sinônimo de internet, comerciantes dependem do Instagram e 99% dos smartphones têm um WhatsApp instalado.”

Elon Musk já criticou algumas vezes o termo que remete à internet descentralizada (Crédito: Getty Images)

Elon Musk e Jack Dorsey já fizeram piada com o termo

Os bilionários Elon Musk e Jack Dorsey já fizeram piada com a expressão Web3 e criticaram o envolvimento de empresas de capital de risco como Andreessen Horowitz no que alguns chamam de nova versão da internet. “Você não pode possuir a Web3, escreveu Dorsey no Twitter. “No final das contas, é uma entidade centralizada com um nome diferente. Saiba antes no que está se envolvendo…”, disse Dorsey.

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