Alexa e Google Assistente impulsionam novos negócios baseados em voz

Agências especializadas, desenvolvedores e especialistas em narrativas são algumas das demandas .

Luiz Gustavo Pacete
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Mike Blake/Reuters
Mike Blake/Reuters

Até 2025, aproximadamente 300 milhões de pessoas no mundo usarão algum tipo de speaker inteligente

Acessibilidade


As tecnologias baseadas em voz devem movimentar, até o fim de 2022, mais de US$ 40 bilhões, de acordo com um estudo desenvolvido pela Visa. Além disso, até 2025, aproximadamente 300 milhões de pessoas usarão algum tipo de speaker inteligente, sendo que os sistemas mais tradicionais são a Alexa, da Amazon, e o Assistente, do Google.

Neste contexto, uma nova indústria vem se formando com startups, agências e, até mesmo, profissionais liberais que podem atender a demandas de conteúdo e usabilidade envolvendo os assistentes de voz. João Paulo Alqueres, da Iara Digital, responsável por desenvolver projetos de voz para Universal e outros players, explica que esse ecossistema vem reunindo agências especializadas no desenvolvimento de experiências de voz, consultorias full-service, marcas e desenvolvedores independentes.

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Ainda de acordo com João, o desenvolvimento de voz tem uma dinâmica diferente de aplicativos para celulares ou software para computador. “Envolve o trabalho integrado de profissionais que projetam as conversas que o cliente terá com a marca (designer conversacional) e profissionais que cuidam do áudio (sound designers) que é a dimensão mais importante deste tipo de mídia que não conta com suporte visual (tela).”

Low-code e desenvolvimento

“Os assistentes de voz possuem, basicamente, dois tipos de funções. Eles podem realizar uma atividade pré-programada pelo fabricante (Google ou Amazon) que é acender uma lâmpada, tocar uma música, programar um alarme ou realizar atividades programadas por desenvolvedores externos que podem atingir uma grande variedade de objetivos”, explica.

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Para criar experiências nessas plataformas, o desenvolvedor deve programar diretamente usando as orientações das fabricantes ou usar algumas das ferramentas de baixa-programação disponíveis (low-code), explica João. “Uma vez criado o programa observando as recomendações, ele passa por uma homologação e então é publicado e fica disponível para todos os usuários que acessam os assistentes de voz via aplicativo de celular ou uma caixa de som inteligente.”

O que faz uma narrativa em voz atraente?

Trabalhando desde a introdução da Alexa no mercado brasileiro em 2019, João já teve oportunidade de centenas de projetos para este segmento. “Foi possível identificar elementos presentes e comuns aos projetos mais bem sucedidos. São eles: uma experiência de voz que mistura qualidades da sintetização presentes nas vozes dos assistentes com elementos de identidade sonora das marcas. Além de conteúdo que seja abrangente o suficiente para impactar o maior público possível.”

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“Como os assistentes são uma plataforma em que a ativação do conteúdo é feita quase exclusivamente por voz, existe o efeito abre-te sésamo, onde é necessário realizar a chamada de uma forma específica para obter o conteúdo. Desta forma é necessário pensar em palavras de ativação criativas e que estejam intimamente ligadas ao benefício para o usuário. Um bom exemplo é a aplicação da Johnson & Johnson que pode ser chamada com a palavra “Vamos Cuidar”. Nela os usuários podem obter informações sobre diversos cuidados para saúde mental, física e cuidados do dia-a-dia.”

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