Low-code: por que o “Lego” da programação tornou-se vital para as empresas

Tecnologia vem ajudando companhias na redução de custos de desenvolvimento e manutenção de software.

Luiz Gustavo Pacete
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No lugar de milhares de linhas de código, a tecnologia low-code permite ações com poucos cliques (Crédito: Getty Images)

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Peças de Lego que se encaixam dando vida a objetos e cenários. Essa analogia cabe muito bem com a low-code. Termo utilizado para designar uma tecnologia que permite – mesmo a pessoas sem formação técnica em programação – a construção de protótipos, aplicativos e plataformas variadas de forma simplificada.

Léo Andrade, especialista em low-code, explica que a tecnologia permite a customização e a criação de novos elementos se e quando necessário. “Se fosse um Lego, as pessoas, ao utilizarem a low-code, teriam algumas peças prontas para montar e liberdade para construir as que eventualmente possam faltar”, destaca.

Ainda de acordo com Léo Andrade, a low-code é destinada, e bastante utilizada por grandes corporações e médias empresas que têm alta demanda no desenvolvimento de soluções, e, consequentemente, diversas equipes de TI. “O low-code tem como principal vantagem a agilidade na entrega de softwares fazendo com que a organização crie soluções de forma rápida e sem perder escalabilidade.”

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O que é low-code?

“Antes, era preciso escrever milhares de linhas de código para cada ação ou elemento que devesse constar em uma aplicação. Como o desenvolvimento de software é a área mais artesanal da indústria de tecnologia, é preciso trazer agilidade, segurança e eficiência a esse processo. Neste contexto, a low-code é o primeiro recurso a ganhar espaço, trazendo tecnologias prontas para aplicações, complexas ou não, permitindo a customização e a criação de novos elementos se necessário”, explica Lázaro Pinheiro, CO-CEO da TrueChange, empresa especializada em soluções de low-code.

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Quais as tecnologias por trás do conceito?

“A plataforma low-code oferece um ambiente que integra diversas tecnologias reconhecidas, amplamente utilizadas e testadas para facilitar o processo de desenvolvimento de ponta a ponta. Em geral, as ferramentas são as mesmas aplicadas pelos profissionais no desenvolvimento tradicional. Entretanto, o fato de estarem totalmente integradas em um processo de desenvolvimento pensado de ponta a ponta, faz com que os desenvolvedores tenham à disposição ferramentas para obter mais produtividade na construção de soluções”, explica Lázaro.

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O impacto nos resultados das empresas

Considerando que os líderes de TI têm enfrentado desafios cada vez mais crescentes em torno da entrega de aplicativos, entre eles a escassez de desenvolvedores e o aumento da complexidade tecnológica, as empresas precisam agir de forma cada vez mais rápida. “Neste cenário, o modelo tradicional de desenvolvimento não acompanha o ritmo do negócio das empresas. As plataformas low-code foram criadas com foco nessas premissas: maximizar o poder dos times de TI, permitindo a mesma equipe entrega muito mais do que no modelo tradicional. Além de minimizar a necessidade de ‘super desenvolvedores’ para criação de soluções complexas e de alto valor. Profissionais com conhecimentos básicos em desenvolvimento e que não dominam todas as tecnologias necessárias para construção de soluções, mas que conhecem o negócio, podem se tornar grandes desenvolvedores low-code e entregar muito valor.”, conclui Lázaro.

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