Alta recorde em uso de criptomoedas no Brasil está próxima, diz pesquisa

Luiz Gustavo Pacete
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Peru e Colômbia são os países onde o investimento em criptomoedas mais tem crescido nos últimos anos

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Um boom de criptomoedas está muito próximo de ocorrer na América Latina tendo o Brasil como país protagonista. A constatação é de um estudo feito pela Sherlock Communications em toda a região. De acordo com o levantamento, mais de 25% dos entrevistados brasileiros disseram que esperam investir em criptomoedas nos próximos 12 meses. Esse número representa alta de 91% em relação aos pouco mais de 13% da população que comprou uma moeda digital ou token até o momento.

“Nossa pesquisa revelou que a América Latina está prestes a ver um grande aumento na adoção de moedas digitais em países de toda a região”, diz Patrick O’Neill, sócio-gerente da Sherlock Communications. Embora o Brasil tenha as maiores taxas gerais de adoção, a velocidade de crescimento ainda é mais rápida em outros países. Por exemplo, no Peru, 12% dos entrevistados dizem que comprarão criptomoedas no próximo ano, em comparação com apenas 1% que já comprou – um aumento de 1100%.

Apetite da América Latina

A Colômbia é o segundo maior “país cripto” da América Latina, com 22,3% dos indivíduos esperando comprar moeda digital ou token no próximo ano – acima dos 5,2% atuais (um aumento de 208%). Outros dois mercados de rápido crescimento são o México, que deve ter um aumento de 345% na adoção (de 3,8% para 16,9%) e a Argentina, com um aumento de 235% no interesse (de 5,5% para 18,4%).

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Pontos de atenção

“Há claramente um grande interesse em criptomoedas”, acrescenta O’Neill. “No entanto, a pesquisa também revela que os entrevistados estão lutando com preocupações sobre segurança cibernética em relação a exchanges e tokens, bem como frustração com a disponibilidade de análises independentes e educação sobre essa área emergente de investimento.”

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Ainda de acordo com o estudo, “falta de entendimento sobre como a tecnologia funciona” e “preciso entender melhor como comprar/investir em criptomoedas” foram as duas maiores razões apontadas pelos entrevistados sobre os obstáculos que os impedem de colocar seu desejo de comprar ativos digitais em prática. Em todos os cinco países, metade dos entrevistados deu uma dessas respostas como um motivo que os impede de comprar criptomoedas nos próximos 12 meses.

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A falta de educação financeira sobre criptomoedas também foi um ponto importante da pesquisa. Uma proporção alta de entrevistados em todos os países afirmou que “nunca tinham ouvido falar de blockchain”. “A falta de conhecimento do blockchain, que cria a capacidade de trocar valor sem intermediários, usando livros digitais imutáveis que são a base de todas as criptomoedas, sugere que o conhecimento de muitos entrevistados nessa área é bastante superficial”, diz Luiz Hadad, consultor de blockchain da Sherlock Communications.

“Por mais que este relatório mostre que os latino-americanos acreditam que cripto e Web3 terão um papel importante em seus futuros financeiros, também mostra que há uma enorme lacuna educacional que está impedindo a população de dar o primeiro passo e de entrar no espaço cripto”, finaliza Hadad.

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