Startup de benefícios corporativos Flash recebe aporte de cerca de US$ 100 milhões

Recursos serão usados para contratar funcionários, com meta de dobrar o número da equipe até o fim do ano, e ampliar a oferta de produtos.

Reuters
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Flash/Divulgação
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A Flash se diz a maior empresa de “benefícios flexíveis” do Brasil

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A plataforma digital de benefícios corporativos Flash anunciou hoje (9) que captou cerca de US$ 100 milhões de um grupo de fundos de capital de risco liderados por Battery Ventures e Whale Rock.

Tencent, Tiger Global, monashees, GFC e Citius também participaram da rodada, a terceira recebida pela empresa fundada em 2019 e que se apresenta como a maior de “benefícios flexíveis” no país. A empresa declinou de revelar em quanto foi avaliada com o aporte.

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Com sede em São Paulo (SP), a Flash oferece para empresas um cartão com bandeira Mastercard no qual podem ser creditados benefícios de empregados como auxílios alimentação e refeição e vale-transporte, dando ao usuário maior flexibidade para decidir como usar os recursos, dentro de critérios pré-definidos. Em alguns casos, os beneficiários podem, inclusive, fazer upgrade e downgrade no plano de saúde ou ampliar o seguro de vida.

A empresa também preferiu não revelar a base de clientes atual, mas afirmou atender milhares de empresas e centenas de milhares de usuários finais.

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Segundo o fundador e presidente da Flash, Ricardo Salem, os recursos captados serão usados para contratar funcionários – a meta é dobrar a atual folha de pagamento, de 320 funcionários, até o fim do ano – e para ampliar a oferta de produtos.

“Vamos criar produtos para lidar com outros benefícios e verbas transacionais de empregados das empresas, como de vale-farmácia e outros ligados a saúde, além da antecipação salarial”, disse Salem à Reuters.

O esforço de empresas de diferentes tamanhos de usar a política de benefícios como forma de reter e atrair talentos tem inspirado cada vez mais startups a explorar o mercado de benefícios corporativos, oferecendo maior autonomia para seus empregados.

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Segundo profissionais do ramo, a reforma trabalhista de 2017 e os desdobramentos da pandemia da Covid-19 ampliaram essa tendência, à medida que empregados trabalhando remotamente passaram a usar menos benefícios como vale-refeição e vale-transporte, enquanto demandaram mais recursos para compras em supermercados, por exemplo.

No mês passado, o Mercado Pago, braço de serviços financeiros do Mercado Livre, anunciou a estreia no segmento de benefícios, passando também a competir com empresas especializadas no setor, como Ticket, Sodexo e Alelo.

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