Telescópio Webb envia 10 imagens do espaço de cair o queixo

Webb é o telescópio de ciência espacial mais ambicioso e complexo já construído, com um enorme espelho primário de 6,5 metros que será capaz de detectar a luz fraca de estrelas e galáxias distantes.

Jamie Carter
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Divulgação/Nasa
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As primeiras imagens, um conjunto de 10 divulgadas ao público, constituem o campo de visão completo do telescópio ao ser apontado para a Grande Nuvem de Magalhães (LMC)

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O Telescópio Espacial James Webb (JWST) está agora totalmente alinhado e focado. A Nasa e a Agência Espacial Europeia (ESA) confirmaram que todos os instrumentos de imagem do observatório espacial passaram com louvor após a sétima e última rodada de testes.

Webb é o telescópio de ciência espacial mais ambicioso e complexo já construído, com um enorme espelho primário de 6,5 metros que será capaz de detectar a luz fraca de estrelas e galáxias distantes. Ele foi projetado exclusivamente para detectar luz infravermelha emitida por estrelas distantes, planetas e nuvens de gás e poeira.

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Ele está observando a cerca de um milhão de milhas (equivalente a 1,6 milhões de quilômetros) da Terra, mas verá a luz das primeiras estrelas e das primeiras galáxias.

As primeiras imagens, um conjunto de 10 divulgadas ao público, constituem o campo de visão completo do telescópio ao ser apontado para a Grande Nuvem de Magalhães (LMC), uma pequena galáxia satélite da Via Láctea que pode ser vista a olho nu do hemisfério sul.

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Os tamanhos e posições das imagens mostradas aqui retratam o posicionamento relativo de cada um dos instrumentos do Webb no plano focal do telescópio, cada um apontando para uma parte ligeiramente deslocada do céu em relação ao outro.

Divulgação/Nasa
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NIRCam tem um coronógrafo para bloquear a luz de uma estrela, o que ajuda na busca de planetas que orbitam estrelas próximas

Existem quatro instrumentos científicos a bordo do JWST:

  1. NIRCam (Near Infrared Camera): para detectar a luz das primeiras estrelas e galáxias. Ele tem um coronógrafo para bloquear a luz de uma estrela, o que ajuda na busca de planetas que orbitam estrelas próximas.
  2. IRISS (Near Infrared Imager and Slitless Spectrograph): para detecção de ‘primeira luz’ das primeiras estrelas e para detectar exoplanetas à medida que cruzam sua estrela.
  3. NIRSpec (Near InfraRed Spectrograph): um espectrômetro para dispersar a luz de um objeto em um espectro. Este instrumento pode observar 100 objetos simultaneamente.
  4. MIRI (Mid-Infrared Instrument): uma câmera e um espectrógrafo que vê a luz na região do infravermelho médio do espectro eletromagnético. Principalmente para imagens de astrofotografia de campo amplo melhores que o Hubble.

Embora seja o NIRCam e o NIRSpec que farão muito da ciência de ponta, é a câmera MIRI que provavelmente nos fornecerá imagens de astrofotografia de campo amplo incríveis, melhores que as do Hubble.

Neste primeiro conjunto de imagens é a do MIRI que se destaca: Olhe com cuidado e você pode ver a emissão de nuvens interestelares, bem como a luz das estrelas.

Como bônus, imagens de calibração do Fine Guidance Sensor do observatório também foram divulgadas. Ele usa dois sensores para apontar o observatório com precisão, então na verdade não está lá para fazer imagens científicas.

Divulgação/Nasa
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Imagens de calibração do Fine Guidance Sensor

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“Estas imagens de teste notáveis ​​de um telescópio alinhado com sucesso demonstram o que as pessoas em todos os países e continentes podem alcançar quando há um visão científica ousada para explorar o universo”, disse Lee Feinberg, gerente de elementos do telescópio óptico Webb no Goddard Space Flight Center da Nasa.

“Essas imagens mudaram profundamente a maneira como vejo o universo”, disse Scott Acton, cientista de controle e detecção de frente de onda Webb, Ball Aerospace. “Estamos cercados por uma sinfonia de criação; há galáxias em todos os lugares! É minha esperança que todos no mundo possam vê-los.”

A Nasa também divulgou um pequeno vídeo para acompanhar as imagens:

Em sua missão inicial de 10 anos, o Webb estudará o sistema solar, fará imagens diretas de exoplanetas, fotografará as primeiras galáxias e explorará os mistérios das origens do Universo.

Então, o que vem a seguir para o telescópio de US$ 8,8 bilhões (R$ 43,76 bilhões)?

Agora levará dois meses de comissionamento de instrumentos científicos antes que provavelmente vejamos uma série de fotos de “primeira luz” escolhidas a dedo para mostrar as habilidades do telescópio em toda a sua extensão.

Só então a ciência poderá começar.

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