China negocia com montadoras extensão de subsídios para veículos elétricos

Os subsídios valeriam para carros de todas as montadoras, incluindo a Tesla

Reuters
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carro elétrico sendo carregado em estacionamento
Michael Fousert/Unsplash

O subsídio de veículos elétricos estava originalmente programado para ser extinto no fim de 2020, mas Pequim o estendeu por dois anos

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A China está negociando com montadoras uma extensão de subsídios para veículos elétricos que expiram em 2022, com objetivo de manter o mercado em crescimento à medida que a economia do país desacelera, disseram três pessoas a par do assunto.

Departamentos governamentais, incluindo o MITT (Ministério da Informação e Tecnologia Industrial), avaliam estender subsídios para veículos elétricos em 2023, disseram as pessoas.

Desde que os subsídios começaram em 2009, cerca de 100 bilhões de iuanes (R$ 73,51 bilhões) foram entregues a compradores, incluindo operadores de frotas comerciais até o fim de 2021, segundo estimativa de Shi Ji, analista de automóveis do China Merchants Bank International.

Os termos completos da extensão de 2023, incluindo o valor dos subsídios e os veículos se qualificariam, não foram finalizados, disseram as pessoas.

Para este ano, não há imposto de compra para esses veículos, mas o governo planejava aplicar um imposto de 10% do preço de compra em 2023. Agora, a taxa subiria para 5%, disseram eles.

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Os subsídios valeriam para carros de todas as montadoras, incluindo a Tesla, que tem fábrica em Xangai e é a única estrangeira com veículo elétrico dentre os mais vendidos.

O subsídio de veículos elétricos estava originalmente programado para ser extinto no fim de 2020, mas Pequim o estendeu por dois anos para estimular a demanda após a pandemia.

O governo também cortou subsídios por veículo, à medida que a demanda subiu e os custos de fabricação caíram. O subsídio para um híbrido plug-in com autonomia de mais de 300 quilômetros caiu cerca de 20%, para o equivalente a cerca de US$ 1,9 mil (R$ 9,4 mil).

No mercado de elétricos da China, carros menores movidos a bateria, a maioria fora do esquema de subsídios, representam 40% das vendas do setor, segundo a consultoria Jato, e custam em média pouco menos de US$ 4 mil (R$ 19,8 mil). Isso se compara a mais de 26 mil dólares nos Estados Unidos para modelos equivalentes.

Os subsídios agora são direcionados a modelos maiores, com autonomia de mais de 300 quilômetros.

A CAAM instou o governo a considerar ajuda adicional para a indústria. As vendas gerais de veículos em abril caíram quase 48% em relação ao ano anterior, segundo dados da indústria.

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