Cinco anos depois, laboratório da Avon no Brasil vira exportador de tecnologia

Criado em 2017, na fábrica da empresa em Interlagos, área de pesquisa já exportou inovações para outros países

Luiz Gustavo Pacete
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Divulgação

Cesar Tadashi, diretor executivo de P&D da Avon América Latina

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A Avon completa, neste 2022, cinco anos da criação de seu Laboratório de Inovação no Brasil. Criado em 2017 na fábrica da empresa em Interlagos, São Paulo (SP), o projeto nasceu como um hub integrado de pesquisa & desenvolvimento ao Centro de Inovação da marca em Suffern, nos Estados Unidos, com o objetivo inicial de produzir fórmulas para itens de perfumaria e higiene pessoal.

Em 2019, o laboratório passou a desenvolver produtos para o mercado brasileiro e, mais recentemente, para toda a América Latina. Durante esses 5 anos de atuação, Já foram desenvolvidas no local, 292 fórmulas para itens de perfumaria, higiene pessoal, linhas infantis e cuidados para o corpo. Cesar Tadashi, diretor executivo de P&D da Avon América Latina, explica que o Brasil possui características muito específicas de consumo que ajudam no desenvolvimento e teste de produtos.

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“Por aqui, por exemplo, há uma alta penetração de sabonetes em barra, enquanto no resto do mundo a preferência é pelos líquidos. Além disso, 56% da população brasileira se declara preta ou parda, de acordo com o IBGE, o que resulta em demandas diferentes do mercado europeu e asiático. Todas essas peculiaridades são importantes diferenciais para que os produtos atendam às necessidades do nosso público de forma personalizada”, explica Cesar Tadashi.

“Como exemplo de como a pesquisa e tecnologia influenciam na produção de novas fórmulas, em 2020, a Avon iniciou estudo profundo, chamado Black Paper, para entender a relação das mulheres negras com a maquiagem, especialmente com base, pó e corretivos – itens totalmente ligados ao tom da pele da pessoa. O estudo demonstrou que 70% das entrevistadas não estavam satisfeitas com as opções de maquiagem para seu tipo de pele. No mesmo ano, a marca incorporou 11 tonalidades de pele negra no Brasil em seu portfólio, permitindo a criação de 53 produtos até 2021. A criação da paleta foi resultado do trabalho colaborativo entre a maquiadora Daniele Da Mata e a empresa”, destaca Tadashi.

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Em 2021, para ampliar o portfólio de produtos que atendem a diversidade brasileira, foi lançada a linha Advance Techniques Cachos Fabulosos, um dos exemplos de projetos integrados. “Com uma equipe de pesquisa local, conseguimos nos conectar com as necessidades das Representantes da Beleza Avon, que são as primeiras pessoas que compram e recomendam nossos produtos. Essa ponte se torna fundamental para a produção de itens que atendam, de forma mais assertiva e personalizada, às necessidades, demandas e preferências locais. “

No ano passado, a Avon fez um levantamento inédito em parceria com Consultoria Grimpa, e mapeou as mudanças de hábitos e transformações na autoestima das mulheres durante a pandemia. “Descobrimos, por exemplo, que 33% focaram mais na maquiagem dos olhos e 21% trocaram o batom pelos produtos de hidratação dos lábios, o que nos fez focar mais em produtos para olhos e no autocuidado. No entanto, também descobrimos que o cenário pós-pandêmico é animador: 65% das mulheres querem usar mais perfume com mais frequência, enquanto 62% citaram batom e 58% querem usar mais máscara de cílios. Esses dados dão boas dicas para o que temos pensado em nossos próximos lançamentos”, conclui.

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