Startups aplicam inteligência artificial contra interrupções na cadeia de suprimentos

Esse mercado pode valer mais de US$ 20 bilhões (R$ 100 bilhões) por ano nos próximos cinco anos.

Reuters
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Andriy Onufriyenko/Getty Images
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Interos, Fero Labs, KlearNow e outras companhias estão usando inteligência artificial em suas operações

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Nos últimos dois anos, uma série de eventos inesperados abalou as cadeias de suprimentos globais. O coronavírus, a guerra na Ucrânia, o Brexit e um navio porta-contêineres preso no Canal de Suez combinaram-se para atrasar as entregas, desde bicicletas a comida para animais de estimação.

Em resposta, um grupo crescente de startups e empresas de logística estabelecidas criou uma indústria multibilionária que aplica a tecnologia mais recente para ajudar as empresas a minimizar a problemas logísticos.

Interos, Fero Labs, KlearNow e outras companhias estão usando inteligência artificial e outras ferramentas para que indústrias e seus clientes possam reagir mais rapidamente a problemas com fornecedores, monitorar a disponibilidade de matéria-prima e passar pelo emaranhado burocrático do comércio internacional.

O mercado de novos serviços de tecnologia focados em cadeias de suprimentos pode valer mais de US$ 20 bilhões (R$ 100 bilhões) por ano nos próximos cinco anos, disseram analistas à Reuters. Até 2025, mais de 80% dos novos aplicativos da cadeia de suprimentos usarão inteligência artificial e ciência de dados de alguma forma, de acordo com a empresa de pesquisa focada no mercado de tecnologia Gartner.

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A Interos, avaliada em mais de US$ 1 bilhão (R$ 5 bilhões) em sua última rodada de financiamento, é uma das mais bem-sucedidas do mercado nascente. A empresa diz que mapeou 400 milhões de negócios globalmente e usa aprendizado de máquina para monitorá-los em nome de clientes corporativos, alertando-os imediatamente quando incêndios, inundações, invasão ou qualquer outro evento causar uma interrupção em potencial da cadeia de suprimentos.

A KlearNow vende uma plataforma que automatiza processos de desembaraço alfandegário complicados, dominados por papel. Isso foi um salva-vidas para a EED Foods, que importa doces e carnes defumadas tchecas e eslovacas para clientes expatriados no Reino Unido.

Elena Ostrerova, gerente de compras da EED, diz que sua empresa ainda está crescendo a uma taxa anual de 40% depois que o Brexit entrou em vigor no início de 2020, em parte porque alguns concorrentes desistiram em vez de enfrentar a nova e onerosa papelada para importar da União Europeia.

Berk Birand, presidente-executivo da Fero Labs disse que a pandemia destacou a necessidade dos fabricantes se adaptarem às mudanças de fornecedores para que possam continuar a fabricar produtos idênticos, independentemente da origem das matérias-primas.

A plataforma da startup usa aprendizado de máquina para monitorar e se adaptar a como as matérias-primas de diferentes fornecedores afetam a qualidade do produto, desde a variação de impurezas no aço até o nível de viscosidade em um ingrediente de xampu. O sistema então se comunica com os engenheiros da fábrica para ajustar os processos de fabricação para que a consistência do produto seja mantida.

Dave DeWalt, fundador da empresa de capital de risco NightDragon, que liderou a rodada de financiamento Série C de US$ 100 milhões (R$ 501 milhões) da Interos no ano passado, diz que os reguladores terão um interesse muito maior no risco da cadeia de suprimentos.

“Mapear sua cadeia de suprimentos e interconectividade no nível de peça individual é o Santo Graal”, disse Burak Cendek, parceiro da Autotech.

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