Quatro vezes em que Elon Musk voltou atrás em uma decisão

Desistência da compra do Twitter, nova estratégia da Tesla, polêmicas sobre criptomoedas e comentários acerca do trabalho remoto compõem a lista de mudanças

Redação
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Elon Musk, CEO da Space X e Tesla

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Com a desistência na compra do Twitter, anunciada pelo bilionário Elon Musk ontem (8), o polêmico empresário acumula mais uma volta atrás em algum tipo de decisão nos últimos anos. O cancelamento do acordo de US$ 44 bilhões (R$ 231,78 bi) foi justificado pelo fato de a rede social, segundo Musk, não ter cumprido termos do negócio que incluíam divulgação de informações sobre contas falsas e ausência de mudanças sem consentimento na condução dos negócios. O anúncio acontece após semanas de especulação de que oacordo estava desmoronando.

As ações do Twitter chegaram a despencar 7% no pregão estendido, tendo fechado em queda de 5,1%, a US$ 36,81 dólares (R$ 193,91). Musk e o Twitter concordaram em abril que, se uma das partes optasse por desistir do acordo, essa parte teria que pagar uma multa de US$ 1 bilhão (R$ 5,26 bilhões). O advogado de Musk, Mike Ringler, afirmou que o acordo está sendo cancelado porque Musk não acredita que o Twitter tenha fornecido informações adequadas sobre quantas contas falsas e de spam povoam a plataforma.

Leia mais: Elon Musk desiste de acordo para comprar o Twitter

Em outros momentos, Musk também voltou atrás em decisões estratégicas. No início de junho, afirmou que o número total de funcionários da Tesla aumentaria nos próximos doze meses. O anúncio foi feito apenas dois dias depois que ele anunciou que seriam necessários cortes para lidar com os desafios de 2022. Em junho do ano passado, Musk também mudou sua palavra ao dizer que a montadora aceitaria Bitcoin na venda de seus veículos, isso ocorreu um mês após a empresa dizer que não aceitaria mais a criptomoeda em suas transações.

Há algumas semanas, Elon Musk também causou controvérsia ao demonstrar um posicionamento diferente em relação ao trabalho remoto pedindo aos funcionários que retornem ao escritório ou deixem a empresa, de acordo com um memorando enviado à equipe da fabricante de veículos elétricos e que circula nas redes sociais. “Qualquer pessoa que deseje fazer trabalho remoto deve estar no escritório por um mínimo (e quero dizer, no mínimo) de 40 horas por semana ou sair da Tesla”, afirmou o memorando.

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