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Especial Inovadores Negros

ESPECIAL INOVADORES NEGROS: 12 profissionais que estão levando a educação a outro nível no Brasil

Após enfrentarem dificuldades de todos os tipos, eles hoje atuam nas edtechs para democratizar o conhecimento

3 min
Divulgação
DivulgaçãoAline França, da ChatClass: ampliar o acesso à educação é propósito de vida

No ano passado, muito antes de sabermos que uma pandemia iria virar o mundo de ponta cabeça, foram realizadas três das dez maiores rodadas de investimento em empresas brasileiras de educação, totalizando mais de US$ 12 milhões.

Segundo um relatório divulgado no final de 2019 pelo hub de inovação Distrito, o Brasil possui, atualmente, 434 edtechs, como são chamadas as startups voltadas para a educação. Desse total, 229 surgiram nos últimos cinco anos. Hoje, 63,5% delas estão concentradas na região Sudeste e 20,7% no Sul, enquanto Nordeste, Centro-Oeste e Norte estão logo em seguida, com 8,2%, 6,4% e 1,3% respectivamente.

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O Distrito Edtech Report dividiu as startups do segmento em sete categorias. As de ferramentas para instituições (25,4%), que são as startups que desenvolvem soluções para entidades tradicionais de ensino, é a categoria que engloba o maior número delas. Na sequência vem as categorias novas formas de ensino (20,8%); plataformas para a educação (17,3%); ensinos específicos (17,1%); foco no estudante (12,7%); conteúdo educativo (4,2%); e financiamento do ensino (2,5%).

“A diversidade de startups que atuam no segmento educacional foi o que mais chamou a atenção nesse universo. O levantamento identificou empresas nos mais diversos estágios de maturidade e trabalhando para públicos muito distintos, sejam eles estudantes secundaristas ou até mesmo outras instituições de ensino. É muito positivo acompanhar o surgimento de empresas que atendem um campo essencial para melhorar os indicadores educacionais do país”, diz Tiago Ávila, líder de produto do Distrito Dataminer, braço do Distrito responsável pela elaboração de estudos do ecossistema de startups.

Essa ebulição do setor no país ficou clara no LATAM EdTech 100, um estudo inédito sobre o setor divulgado em junho deste ano que listou as 100 startups de educação mais inovadoras da América Latina. O trabalho conduzido pela HolonIQ, plataforma norte-americana de inteligência global para educação, considerou 3.700 organizações diretamente ligadas a atividades educacionais na região e catalogou dados de 1.700 delas, levando em consideração a atratividade da empresa para o mercado no qual atua, a qualidade do produto ou serviço oferecido, a expertise e a diversidade da equipe, a saúde financeira do negócio, e o momento, ou seja, se houve mudanças positivas no tamanho e na velocidade da empresa ao longo do tempo. O Brasil foi o país que o maior número de startups da lista – mais de 30. O México, segundo colocado, teve apenas 20 representantes.

Um dos fatores para esse movimento é óbvio, já que o Brasil é um dos países mais desiguais do mundo, e a educação ocupa um espaço fundamental nas discussões sobre políticas públicas e desenvolvimento. O tema é urgente e exige soluções inovadoras e em escala, capazes de fornecer respostas rápidas. E é exatamente isso que os 12 profissionais selecionados pela Forbes para a sexta parte desse especial estão fazendo.

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Veja, a seguir, 12 inovadores negros estão levando a educação a outro nível no Brasil:

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