Itaú BBA vê queda de mais de 7% na produção de açúcar e etanol de cana do centro-sul

A instituição projeta a moagem em 585 milhões de toneladas para 2021/22, queda de 3,4% na comparação anual.

Redação
Compartilhe esta publicação:
Marcelo Teixeira/Reuters
Marcelo Teixeira/Reuters

A instituição projeta a moagem em 585 milhões de toneladas para 2021/22, queda de 3,4% na comparação anual

Acessibilidade


A produção de açúcar e etanol do centro-sul do Brasil, região responde por cerca de 90% da cana plantada no país, deverá recuar mais de 7% na temporada recém-iniciada (2021/22), com uma redução na moagem e uma piora na qualidade da matéria-prima, apontou o Itaú BBA em relatório hoje (22).

A moagem de cana cairá principalmente por uma “pequena redução” de área plantada – com um aumento de plantio de cana de 18 meses e perda de área para outras culturas – e pela queda de produtividade em função do período seco de 2020, “que não foi recuperado em fevereiro e março de 2021”, disse o banco de investimento em relatório.

Wilmar aponta queda acentuada na produção de açúcar no Brasil

A instituição projeta a moagem em 585 milhões de toneladas para 2021/22, queda de 3,4% na comparação anual, o que resultaria em produção de 35,6 milhões de toneladas de açúcar (-7,3%) e de 25,8 bilhões de litros de etanol de cana (-7,1%).

“Outro fator importante é relacionado à qualidade da cana medida em Açúcares Totais Recuperáveis (ATR)”, disse o Itaú BBA, ressaltando que o enfraquecimento do La Niña deve voltar a trazer chuvas dentro da normalidade – o tempo seco tende a aumentar a concentração de sacarose.

Inscreva-se para receber a nossa newsletter
Ao fornecer seu e-mail, você concorda com a Política de Privacidade da Forbes Brasil.

Com isso, a média de ATR atingiria 139 kg por tonelada de cana, contra 144,7 na temporada anterior.

Sobre o “mix”, o Itaú BBA citou que o fortalecimento do dólar levou as empresas a manterem uma safra açucareira, com o total de cana para o açúcar ficando praticamente estável ante a temporada anterior, em 46%.

Com relação à produção de etanol de milho, o Itaú BBA projeta um aumento anual de 32,5%, para 3,4 bilhões de litros, o que ameniza a redução na fabricação total do biocombustível para uma queda de 4%. (Com Reuters)

Siga FORBES Brasil nas redes sociais:

Facebook
Twitter
Instagram
YouTube
LinkedIn

Siga Forbes Money no Telegram e tenha acesso a notícias do mercado financeiro em primeira mão

Baixe o app da Forbes Brasil na Play Store e na App Store.

Tenha também a Forbes no Google Notícias.

Compartilhe esta publicação: