Mapa reforça medidas de prevenção contra a peste suína africana em aeroporto

Erradicada no país desde 1984, país quer evitar chegada da doença após casos na República Dominicana.

Redação
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Erradicada no Brasil desde 1984, a peste suína africana não afeta humanos, mas é fatal para suínos domésticos e suídeos asselvajados

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Na madrugada de ontem (24), no Aeroporto Internacional de Guarulhos (SP), dirigentes do Mapa (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento) acompanharam novas ações de controle para evitar a entrada da PSA (peste suína africana) no Brasil, doença erradicada desde 1984. As medidas de controle passaram a ser adotadas após a ocorrência de casos da doença na República Dominicana, marcando a chegada da PSA no continente americano.

“A peste suína africana já ocorreu anteriormente no Brasil e a chegada foi justamente por resíduos de bordo, que foram destinados à alimentação animal”, diz o diretor do Departamento de Serviços Técnicos da Secretaria de Defesa Agropecuária, José Luiz Ravagnani Vargas. Por isso, uma força-tarefa do Mapa já está atuando no aeroporto, fiscalizando 100% dos passageiros brasileiros provenientes da República Dominicana e do Haiti. O aeroporto de Cumbica, como é conhecido, concentra 76% do movimento de passageiros internacionais no país.

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As medidas incluem o apoio de cães farejadores para a localização de produtos orgânicos nas bagagens de forma rápida, a instalação de pontos de descarte voluntários no desembarque, para que os passageiros que portam produtos orgânicos proibidos possam dispensá-los antes da ação de fiscalização. Outra medida em estudo é o apoio das companhias aéreas na campanha de orientação aos viajantes, a ser lançada, sobre como evitar a entrada da PSA no país por meio de alimentos trazidos nas bagagens.

Nenhum produto suspeito foi localizado na fiscalização, mas em ações anteriores, salames vindos da República Dominicana foram apreendidos.

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Embora não afete os humanos, a PSA  é uma doença viral fatal para os suínos, que acomete tanto suínos domésticos como asselvajados – o  javali é um deles -, que vivem soltos na natureza. Uma possível chegada da doença no Brasil poderia acarretar em prejuízos em função da mortalidade e dos custos do contingenciamento em casos de surtos e bloqueio nas exportações de produtos cárneos de origem suína.

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