Direito de resposta: o combate à peste suína na República Dominicana

Direito de resposta da República Dominicana à coluna “Peste Suína Africana nas Américas reacende preocupação com pandemia”, publicada em 18 de agosto de 2021.

Patricia Villegas de Jorge
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Aleksandarlittlewolf/br.freepik
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Criação em fazenda de suínos destinados ao mercado

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Em 18 de agosto de 2021, foi publicado o artigo “Peste Suína Africana nas Américas Reacende Preocupação com Pandemia” no site da Forbes, cujo conteúdo faz referência à presença da Peste Suína Africana (PSA) na República Dominicana. A matéria refere-se à “altíssima probabilidade deste vírus ter se espalhado até a data da confirmação laboratorial” devido à distância curta entre as propriedades onde foi localizada a PSA na República Dominicana. Tal afirmação não reflete, nem em tudo nem em parte, a realidade atual.

A verdade é que a PSA não tem prejudicado as granjas de maior produção no país. Aliás, das 300 granjas de suínos que existem na República Dominicana, só três se encontram afetadas pela situação da PSA, conforme informações facilitadas pela Federação Dominicana de Suinocultores, mas todas seguem o mais estrito protocolo de biossegurança estabelecido pelas autoridades dominicanas e pela Organização Internacional de Sanidade Animal (OIE).

Para conter a propagação do vírus, o Governo dominicano tem executado um “Plano de Contingência para a Erradicação da Peste Suína Africana” e parte desse plano tem sido a entrega por parte do Ministério da Agricultura e do Banco Agropecuário dominicanos de 8,4 milhões de pesos a centenas de suinocultores e de pequenos produtores afetados pela situação. Para impedir a disseminação da PSA, as autoridades sanitárias dominicanas têm se empenhado em implementar um cinturão sanitário baseado no constante monitoramento de porcos, além de uma coordenação de vigilância com o Ministério da Agricultura em todos os pontos de saída nas demarcações onde foi registrada a doença, para evitar assim que incida em regiões que atualmente estão livres.

Além disso, as autoridades dominicanas, mediante o Ministério da Saúde Pública, reafirmaram que a PSA não é uma doença zoonótica, ou seja, não contagia o homem, portanto o consumo da carne de porco não ocasiona efeito algum contra a saúde humana. Em resumo, o Governo dominicano garantiu que a carne de porco é completamente inócua para o ser humano.

Muito tem se promovido e recriado a falsa ideia de que a doença está espalhada por todo o território nacional, mas a realidade é que poucas províncias foram atingidas. A publicação em referência menciona Punta Cana em um dos trechos. A região de Punta Cana fica localizada na província chamada La Altagracia, que por sinal, não foi atingida pela PSA. Me permito lembrar que Punta Cana tem sido, desde longa data, um dos destinos mais visitados no mundo pelos turistas brasileiros e mais reconhecidos em matéria de segurança, conforto e bom serviço ao visitante estrangeiro pelas agências internacionais especializadas em turismo, como a Organização Mundial do Turismo (OMT) que reconheceu a República Dominicana, em fevereiro de 2021, como exemplo mundial de turismo responsável durante a pandemia da Covid-19.

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Por isso, as mais prestigiosas companhias aéreas brasileiras, como a GOL Linhas Aéreas (mencionada na publicação em referência) e a LATAM Airlines Brasil, conquistaram tradição em voos para a República Dominicana, mantendo as operações em Punta Cana desde décadas, mesmo diante de cenários adversos. Isto, sem lugar a dúvidas, não caracteriza uma situação de “risco latente”. Nosso país, por sinal, agradece a confiança da GOL Linhas Aéreas ao retomar suas operações comerciais e estamos na melhor disposição para colaborar com o seu crescimento econômico.

Assim, diante do exposto, muito agradeceríamos, através destes esclarecimentos, se permitisse aos leitores da Forbes ter um enfoque de maior pluralidade informativa sobre o tema, permitindo-lhes se aproximarem mais da realidade dos fatos.

Patricia Villegas de Jorge é Embaixadora da República Dominicana no Brasil.

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