AgroRound: CNA realizará workshop para apresentar posicionamento de produtores rurais para a COP 26

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Redação
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Amanhã (5), a CNA (Confederação Nacional de Agricultura) realizará o workshop “COP 26 – Agropecuária Brasileira no Acordo de Paris”. Com a participação do ministro do Meio Ambiente, Joaquim Álvaro Pereira Leite, do ministro em exercício da Agricultura, Marcos Montes, e do chefe da Área de Mudança do Clima do Itamaraty, André Maciel, o evento deve entregar ao governo o posicionamento dos produtores rurais a ser levado à Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, marcada para ocorrer no final de outubro e início de novembro em Glasgow, na Escócia.

O evento também discutirá o panorama da agropecuária brasileira no novo acordo climático, com a presença do sócio-diretor da Agroícone, Rodrigo Lima, do pesquisador da Embrapa, Gustavo Mozzer, e do coordenador de Sustentabilidade da CNA, Nelson Ananias.

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Em agosto, a ministra Tereza Cristina, do Mapa (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento), afirmou que “a experiência brasileira tem demonstrado que é possível atingir resultados expressivos a partir de uma abordagem equilibrada de sustentabilidade na agricultura. Entendemos que essa é a visão que deve prevalecer no âmbito das negociações da COP e para além de novembro”.

A transmissão do workshop será pelo portal Agro pelo Brasil, a partir das 9h.

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ICC Brasil lança estudo sobre oportunidades do mercado de carbono

A ICC Brasil (Câmara de Comércio Internacional) divulgou o estudo “Oportunidades para o Brasil em Créditos de Carbono”. O estudo, que contou com o apoio das empresas Suzano, Microsoft, Shell, Natura e Bayer, traz uma visão positiva sobre o país neste tema e afirma que o Brasil tem o potencial de gerar receitas de até US$ 100 bilhões na próxima década.

Nesse período, o país tem potencial para responder por créditos de 1 gigaton (1 bilhão de toneladas de CO2 equivalentes) por meio dos setores de agro, floresta e energia. Para concretizar essa potencialidade, porém, o estudo destaca que existe um caminho a ser percorrido pelo governo brasileiro e pelo setor privado juntos, traduzido em 10 recomendações. Entre elas, duas são consideradas chave: entender os mercados de carbono como oportunidades financeiras para planos de recuperação econômica e aceleração do crescimento sustentável da economia brasileira; e desenvolver sistemas de monitoramento, relato, verificação e redução de emissões robustos, que abarquem todos os setores produtivos da NDC (Contribuição Nacionalmente Determinada) brasileira. 

“O momento é agora, não podemos mais esperar”, diz Julio Natalense, gerente executivo de Iniciativas de Carbono da Suzano. “O mundo todo procura soluções de captura e estocagem de CO2 e tem uma muito simples e eficiente que é a fotossíntese. Não existe mecanismo mais simples que deixar uma floresta intocável.” 

Algodão Brasileiro Responsável amplia produção e produtividade

Lucas Ninno/Getty

A sustentabilidade entrou definitivamente na pauta da cadeia do algodão. Para garantir uma produção socialmente responsável do campo ao consumidor, os produtores encontraram na certificação uma forma de ampliar a participação no mercado. Atualmente, 81,3% da safra brasileira 2020/21 já é certificada, segundo dados da Abrapa (Associação Brasileira dos Produtores de Algodão). Apenas nesta safra, mais de 240  novas fazendas de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Maranhão foram certificadas com o ABR (Algodão Brasileiro Responsável).

“A certificação das fazendas produtoras de algodão, com base no Programa ABR, é um passaporte para o mercado globalizado cada vez mais pressionado pelas exigências do consumidor”, explica o presidente da ABNT, Mario William Esper.

Enquanto grande parte do setor produtivo foi impactado pela pandemia, a safra 2020/21 de algodão fechou com superávit da balança comercial, encerrando a temporada em US$ 3,7 bilhões, com exportações de 2.398 milhões de toneladas. Com isso, o Brasil passou de quarto para segundo maior exportador mundial de algodão nos últimos 10 anos, ocupando 22% de market share do mercado global.

Clube Agro Brasil e Elanco se tornam parceiros

O Clube Agro, programa de relacionamento multimarcas, fechou parceria com a Elanco, empresa global da área de saúde animal.  Marcas como Corteva Agriscience, Mosaic Fertilizantes, Mapfre e Magalu já são parceiras.

“Sempre trabalhamos pela união da cadeia de produção agropecuária porque acreditamos que o trabalho em conjunto, compartilhando conhecimento e oportunidades, é parte fundamental para o crescimento e a sustentabilidade de todo o setor”, diz Fernanda Hoe, diretora geral da Elanco Brasil. 

O produtor cadastrado no clube pode acumular pontos ao adquirir os produtos da Elanco nas linhas de bovino de leite e corte, suínos e aves. A cada real investido, serão convertidos 4 pontos para o produtor. O clube conta com cerca de 60 canais associados, 41 mil produtores rurais cadastrados, 220 mil notas fiscais registradas e mais de R$ 1,4 bilhão transacionado. 

Ital passa a ser credenciado pela Anvisa 

O Ital (Instituto de Tecnologia de Alimentos), com sede em Campinas (SP), tornou-se o primeiro laboratório credenciado pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) para a realização de análises de orientação, de controle e fiscais em atividades preparatórias voltadas à fiscalização e ao monitoramento de alimentos e embalagens. 

De acordo com a Anvisa, poder contar com o Ital viabiliza a ampliação de programas de monitoramento e resposta às demandas analíticas do SNVS (Sistema Nacional de Vigilância Sanitária). “Trata-se de um grande desafio essa nova frente de trabalho, pois a atuação em análises fiscais confere mais responsabilidades ao Instituto”, avalia Cinthia Ronchesel Leite, coordenadora do Sistema de Gestão da Qualidade do Ital. “Não há dúvidas que os controles e o Sistema de Gestão da Qualidade do Ital foram e são alicerces fundamentais para essa conquista.”

Associação Catarinense de Criadores de Suínos tem novo presidente

Freepik/Byrdyak

A ACCS (Associação Catarinense de Criadores de Suínos) reconduziu Losivanio Luiz de Lorenzi ao cargo de presidente, para mais uma gestão de quatro anos à frente da entidade. Para o cargo vice-presidente foi escolhido o suinocultor Rudi Altenburguer. A posse será em 14 de janeiro de 2022.

“Tivemos apenas uma chapa inscrita para a eleição. Mostra o trabalho sério que estamos desenvolvendo à frente da ACCS. Assim seguiremos o nosso trabalho de representação dos suinocultores, que é árduo, mas gratificante”, diz Lorenzi. “Os desafios são enormes, primeiro porque não sabemos o que vai acontecer no mercado. Com tantos problemas mundo afora em relação à peste suína africana, temos que ser ainda mais profissionais para continuarmos livres de todos esses vírus que afetam a produção e o mercado internacional.” 

Cientistas do feijão são destaques no Conafe 

Na última quinta-feira (30), o 13º Conafe (Congresso Nacional de Pesquisa de Feijão) premiou trabalhos técnico-científicos e abriu espaço para homenagear cientistas que impulsionaram a cultura do feijão no país. 

“As premiações são uma forma de reconhecimento e de incentivo, porque vivemos um momento desafiador para a pesquisa”, disse o pesquisador Thiago Souza, presidente do Conafe 2021.

Foram homenageados Ângela Barbosa de Fátima Abreu, pesquisadora da Embrapa Arroz e Feijão, além de Flávia Rabelo Barbosa e João Kluthcouski, ex-pesquisadores da unidade, mais Magno Antônio Patto Ramalho, professor da Universidade Federal de Lavras (MG).

“São personalidades únicas da pesquisa de feijão no Brasil, cuja trajetória é reconhecida não só pelos seus pares, mas por agricultores e, sobretudo, pelos inúmeros frutos que deixaram”, afirmou Santos.

Rumo inaugura maior posto de abastecimento de trens em Araraquara

A Rumo, concessionária de ferrovia, inaugurou na sexta-feira (1) três postos de abastecimentos de trens no Pátio de Tutóia, localizado no município de Araraquara (SP). Foi o maior investimento feito pela Rumo em infraestrutura ferroviária em São Paulo, com capacidade para o atendimento simultâneo de até quatro trens ou 14 locomotivas, sem a necessidade de manobras. O investimento foi de cerca de R$ 140 milhões.

Os postos serão responsáveis por atender a operação de trens na Malha Paulista e na Operação Norte como um todo. “Esta é uma importante rota de exportação. Favorece o escoamento da produção e resolve conflitos urbanos, gerando mais segurança ferroviária nas cidades cortadas pelo modal”, afirmou Rodrigo Garcia, vice-governador e presidente do conselho gestor de parcerias público-privadas do estado de São Paulo,  durante a inauguração.

Rio Branco Alimentos e Uniaves começam processo de integração

Após aprovação sem restrições do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica), a Rio Branco Alimentos, também conhecida como Pif Paf, concluiu o processo de aquisição do frigorífico capixaba Uniaves. 

Agora, a empresa de alimentação inicia a integração gradual da operação. Sob a gestão da Pif Paf, o nome e o funcionamento da Uniaves serão mantidos. Os 85 produtos também devem ser acrescentados ao mix de mais de 900 itens da Pif Paf, entre carnes, pizzas, lasanhas, pães de queijo e embutidos. A empresa, que tem cerca de 8.500 funcionários, exporta para países como Japão, Cuba e Rússia, além de Oriente Médio e em Hong Kong.

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