Brasil bate recorde de exportação de soja em 2021, mas milho cai ao menor patamar desde 2012

Com uma máxima histórica na colheita, 86,63 milhões de toneladas de soja foram vendidas para o exterior no ano passado, em sua maioria para a China.

Reuters
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Lucas Ninno/Getty Images
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Além de recorde de exportação, Brasil também teve máxima histórica de colheita de soja em 2021

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O Brasil encerrou 2021 com exportação de 86,63 milhões de toneladas de soja, ante 82,3 milhões no ano anterior, um novo recorde para o país, enquanto as vendas externas de milho despencaram, disse ontem (4) a Anec (Associação Nacional dos Exportadores de Cereais).

O recorde anterior havia sido alcançado em 2018, quando o Brasil enviou 83,78 milhões de toneladas de soja para o exterior, mostraram os dados.

VEJA TAMBÉM: Soja e milho se firmam em Chicago com seca na América do Sul

A associação afirmou em nota que, do total, quase 60 milhões de toneladas foram destinadas à China no ano passado, principal comprador da commodity.

Quanto à produção, a Anec destacou que uma máxima histórica na colheita brasileira contribuiu para o desempenho positivo das exportações.

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“A safra brasileira de soja atingiu sua maior produção na temporada 2020/21: 137,1 milhões de toneladas. Esse resultado promoveu um incremento de 6% nas exportações da commodity em relação ao período anterior”, disse a entidade.

Em contrapartida, as vendas externas de milho atingiram 20,55 milhões de toneladas em 2021, o menor patamar desde 2012, quando o país exportou 19,8 milhões de toneladas do cereal, conforme os dados.

Em 2020, os embarques de milho haviam alcançado 33,4 milhões de toneladas, mas recuaram fortemente no ano passado em função de problemas climáticos na segunda safra 2020/21, com seca e geadas.

“A produção de milho foi de 85,8 milhões de toneladas, aproximadamente 18% menor em 2020/21 em comparação com a temporada anterior. Isso levou a uma queda importante nas exportações”, disse a Anec.

A associação ainda ressaltou que cerca de 1,47 milhão de toneladas de milho foram destinadas à demanda interna.

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“Devido à flutuação da quantidade de milho disponível para exportação, o mercado de comércio internacional se depara com uma grande quantidade de recompras de contratos (washout) e suas consequências, como reescalonamento de navios, mudanças logísticas, novos contratos de venda, etc”, acrescentou.

Já para o farelo de soja, os embarques acumularam 16,9 milhões de toneladas no ano passado, ante 16,4 milhões em 2020, e o maior patamar para a série histórica desde 2011.

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