Foodtech ESG levanta R$ 4,5 milhões para aplicar no mel da Caatinga

Beeva Brazil recebe aporte da CapTable, em rodada seed que atraiu 328 investidores.

Redação
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Tomekbudujedomek_Guettyimages
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Foodtech que processa e vende produtos à base de mel atua na preservação do bioma Caatinga

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A CapTable, hub de investimentos em startups com sede em Porto Alegre (RS), concluiu mais uma rodada de investimentos, dessa vez na Beeva Brazil, foodtech com sede em Marechal Deodoro (AL), que combina ESG (meio-ambiente, social e governança, na sigla em inglês), com investimento em tecnologias para inovar o mercado de mel e produtos derivados da apicultura. A rodada seed, que atraiu 328 investidores, levantou exatos R$ 4.564.000. A rodada foi aberta no dia 6 de dezembro.

A Beeva processa e vende produtos com preservação da denominação de origem no bioma Caatinga e também da mata Atlântica. A Caatinga, que em tupi-guarani significa “mata branca”, tem cerca de 840 km2, equivale a 11% do território brasileiro e a 70% do Nordeste.

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“A caatinga é o único bioma do mundo que podemos chamar de nosso. Mas, ao mesmo tempo, a comunidade inserida nessa região sofre com as mais adversas situações”, diz Jatyr Oliveira, CEO da Beeva Brazil. “Por isso, além de trazer um alimento milenar e de grandes benefícios aos consumidores, queremos apoiar os apicultores desta área. É preciso desenvolver a caatinga proporcionando geração de renda aos produtores e trabalhadores da apicultura.”

Com um valuation de R$ 50 milhões, o desafio da foodtech é aliar a produção de mel ao trabalho de preservação ambiental do bioma e de geração de renda para a população da região que possui uma das mais baixas taxas de IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) do Brasil.

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Para onde vai o dinheiro

Com o aporte, a foodtech pretende expandir os negócios em três eixos. O primeiro é lançar novos produtos da linha alimentícia, como própolis encapsulada, suplementos proteicos e novos tipos de méis. O segundo é potencializar seu canal de e-commerce, que atua como B2C e B2B nacional e internacional. O terceiro eixo está centrado no marketing e comunicação, principalmente o digital, ações de automação, ampliação do programa de embaixadores e trade marketing em parceria com key accounts e promoção das novas linhas de produtos à base de mel. “Buscamos desenvolver novas possibilidades de produção e consumo dos derivados da apicultura a partir de um modelo de negócio que promova o desenvolvimento sustentável”, explica Oliveira.

Aires-Mariga_-Epagri
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Mel usado pela foodtech vem de área com denominação de origem

Para Guilherme Enck, cofundador da CapTable, as métricas ESG foi um dos principais motivos que auxiliaram os investidores na decisão de aportar seu capital na startup. “Conforme já revelamos por meio da pesquisa “Perfil do Investidor em Startups 2021”, o modelo de negócio é o principal critério dos investidores para aportar em uma startup”, disse ele. “A Beeva apresenta um modelo sólido e eficiente dentro de um mercado que não para de crescer. Isso certamente pode ter facilitado a decisão dos 328 investidores em aportar na foodtech.”

Cláudia Abreu, conselheira da Spray Mídia e ex-CEO da Mundo Verde, foi uma das investidoras. Segundo a executiva, a foodtech “alinha geração de riqueza com a distribuição da mesma”. Outro investidor foi o Grupo CT Angels, que reúne investidores-anjo e que surgiu por meio do Startup Investor Program, curso promovido pela CapTable em agosto de 2021. “O Grupo CT Angels nasceu por meio do nosso primeiro curso para investidores”, diz Enck.

A rodada da Beeva Brazil foi a 28ª concluída em 2021 pela CapTable e 43ª desde julho de 2019, quando foi fundada. Com o valor captado para a startup alagoana, o hub de investimentos chegou a R$ 48,5 milhões captados no ano passado e cerca de R$ 62 milhões desde sua criação, com 5.500 investidores ativos.

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