Brasileira Verde revisa metas de potássio e pode dobrar produção em 2022 e 2023

A empresa, que fechou 2021 com produção de cerca de 400 mil toneladas, prevê agora 1 milhão de toneladas para 2022.

Reuters
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Sergei Karpukhin/Reuters
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Armazém de potássio

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A brasileira Verde AgriTech anunciou hoje (4) novas metas de produção de potássio que indicam que a companhia poderá mais que dobrar os volumes em 2022 ante o ano passado, e depois duplicar novamente a extração em 2023.

A empresa, que fechou 2021 com produção de cerca de 400 mil toneladas, prevê agora 1 milhão de toneladas para 2022, alta de 300 mil toneladas ante o guidance do início do ano. Para 2023, seriam 2 milhões de toneladas.

Em meio a uma disparada nos preços dos fertilizantes na esteira do impacto da guerra na Ucrânia, e com produtores do Brasil buscando alternativas ao fertilizante importado, companhias locais estão aproveitando para avançar com projetos.

O potássio da Verde, embora tenha uma concentração seis vezes menor em relação ao cloreto de potássio tradicionalmente utilizado na agricultura, tem a vantagem de não conter cloro, podendo ser utilizado na agricultura orgânica.

A Verde, que planeja ser o maior produtor de potássio do Brasil em capacidade até o final deste ano, tem planos ousados sobre ajudar o país a reduzir as importações.

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Mas os volumes previstos ainda estão distantes do consumo nacional de cloreto de potássio do Brasil, estimado no ano passado em cerca de 8 milhões de toneladas, segundo dados da empresa.

Em março, a Verde havia anunciado aceleração de planos para ampliar a capacidade de produção e mais recentemente divulgou estudar uma terceira unidade.

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