Startup levanta R$ 1,3 milhão para combater o desperdício de alimentos

A Food To Save montou um negócio de sacolas surpresa que já evitaram o descarte de 150 toneladas de alimentos aptos para o consumo

Redação
Compartilhe esta publicação:
Divulgação
Divulgação

Com a venda de “sacolas surpresa”, a Food To Save evitou o desperdício de 150 toneladas de alimentos com imperfeições

Acessibilidade


A Food To Save, foodtech paulista que evita o descarte de alimentos por meio da venda de “sacolas surpresa”, levantou um aporte de R$ 1,305 milhão de 211 investidores. A rodada de captação foi realizada pela CapTable, plataforma de investimentos que já levantou cerca de R$ 71 milhões para startups desde sua criação em 2019. De acordo com Lucas Infante, CEO da Food To Save, a ideia é ajudar o “setor alimentício a sanar uma dor tão comum que pode levar enormes prejuízos aos estabelecimentos, o desperdício de alimentos.”

Fundada em maio de 2021, a foodtech já mapeou e evitou o desperdício de 150 toneladas de alimentos. São produtos com pequenas imperfeições que seriam descartados por comércios como restaurantes, padarias e hortifrutis do estado de São Paulo.  A foodtech embala e vende esses alimentos imperfeitos. “Comercializamos por meio de nossas sacolas surpresa, que são classificadas entre doces, salgadas ou mistas”, diz Murilo Ambrogi, CMO da Food To Save. A startup tem 500 estabelecimentos listados que fornecem os alimentos para as sacolas, entre eles as marcas Rei do Mate, Dengo Chocolates, Pizza Hut e a padaria Bella Paulista.

Leia mais: Bunge mostra como está rastreando seus fornecedores no Brasil

Aproveitar os alimentos o máximo possível é um dos maiores desafios das cadeias produtivas em nível global. Não por acaso, o Índice de Desperdício de Alimentos faz parte da meta 3, das 17 listadas no Objetivo de Desenvolvimento Sustentável  da ONU (Organização das Nações Unidas (ONU), instituído em 2012. De acordo com a ONU, o Brasil desperdiça cerca de 27 milhões de toneladas de alimentos por ano, com 80% desse descarte inapropriado vindos do manuseio, transporte e má gestão nas centrais de abastecimento. No mundo, de acordo com o índice, os dados mais recentes mostram que o desperdício anual é da ordem de 930 milhões de toneladas.

O surgimento das startups vem nessa esteira. No caso da Food To Save, com a venda de aproximadamente 100 mil kits até o momento, o movimento foi de R$ 1,8 milhão, com cerca de R$ 1 milhão em receita incremental aos estabelecimentos parceiros. As vendas são realizadas via aplicativo de celulares IOS e Android. De acordo com a startup, cerca de 200 mil usuários já realizaram download. “Neste modelo, o objetivo é facilitar o operacional dos parceiros cadastrados e gerar uma experiência simples e divertida para os usuários”, afirma Ambrogi.

Inscreva-se para receber a nossa newsletter
Ao fornecer seu e-mail, você concorda com a Política de Privacidade da Forbes Brasil.

Segundo Fernando Henrique dos Reis, COO da foodtech, o valor captado será utilizado para a melhoria tecnológica. “Com o recurso, vamos desenvolver novas funcionalidades de engajamento, gamificando o uso da plataforma para que as pessoas utilizem com cada vez mais frequência.”

No dia 19 de maio, a startup passou a atuar no Rio de Janeiro. Com essa expansão, a meta é superar a marca de 500 toneladas de alimentos salvos ainda em 2022.  Além disso, ampliar a operação a outras cidades, entre elas Belo Horizonte (MG) e Curitiba (PR).

Compartilhe esta publicação: