Plantio de trigo na Argentina sofre o maior atraso da década

Entrada de uma nova massa de ar frio e seco causará geadas no país

Reuters
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Vincent Mundy/Reuters
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A Argentina é uma importante exportadora mundial de trigo

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O plantio de trigo para a safra 2022/23 é o mais atrasado da última década na Argentina, afetado pela falta de chuvas e com as geadas na região rural que envolve o cereal, informou a BCR (Bolsa de Comércio de Rosário).

“Somente na sexta-feira (1) haveria instabilidade no nordeste de Buenos Aires. A entrada de uma nova massa de ar frio e seco causará geadas”, disse o relatório.

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O especialista José Aiello argumentou que “isso só pode ser revertido com um melhor comportamento das chuvas na próxima mudança de estação”.

A Bolsa de Cereais de Buenos Aires disse ontem (1) que pode cortar novamente sua estimativa da área que será plantada com trigo 2022/23 no país sul-americano, atualmente em 6,3 milhões de hectares, se no curto prazo as chuvas não oferecerem alívio às áreas produtoras que sofrem com o déficit hídrico.

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Se fizer um reajuste negativo, seria o quarto que a bolsa faria por conta do clima seco que atinge partes do país em uma campanha que começou em maio.

A Argentina é o quinto maior exportador mundial de trigo, subindo uma posição no ranking elaborado pelo governo norte-americano devido à forte queda na previsão para as exportações de cereais da Ucrânia após guerra com a Rússia.

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