Porto de Antonina, no Paraná, investe para armazenar mais fertilizantes

Portos paranaenses são importantes pontos de entrada dos produtos no país, atualmente responsáveis por cerca de 31,5%

Redação
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Obras devem elevar a capacidade do porto para 480 mil toneladas

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O porto Ponta do Félix, localizado em Antonina, no litoral do Paraná, vai expandir em 78% a área de armazenagem de fertilizantes. As obras preveem novos armazéns e barracões, que serão entregues em etapas, sendo 40 mil toneladas em setembro, mais outros dois armazéns, também com capacidade de 40 mil toneladas cada, um em janeiro e outro em abril de 2023.

Atualmente, a capacidade estática do terminal é de cerca de 270 mil toneladas. A expectativa é de que ao final das obras a capacidade chegue a 480 mil toneladas.

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“A descarga de fertilizantes segue aquecida devido à demanda crescente e o mercado em alta para a comercialização. Mas, antes mesmo deste cenário, aqui em Antonina já estávamos trabalhando para atender o mercado, com a ampliação das nossas estruturas de armazenagem”, diz Gilberto Birkha, diretor-presidente do porto da Ponta do Félix.

Segundo a administração dos Portos do Paraná, esse porto registrou um crescimento de 373% no volume de fertilizantes desembarcados entre janeiro e maio deste ano. Passou de 572.045 toneladas, em 2022, ante 120.852, no mesmo período do ano passado. “Estamos acompanhando essa evolução com crescimento da produtividade do terminal para atender os importadores”, diz Birkhan.

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O Brasil é um dos maiores importadores de fertilizantes do mundo, comprando lá fora cerca de 85% do produto usado nas lavouras. No ano passado, das 45,8 milhões de toneladas utilizadas no país, 39,2 milhões vieram do estrangeiro, de acordo com a Anda (Associação Nacional para Difusão de Adubos).

Os portos paranaenses são as principais entradas de fertilizantes no país. Conforme o Ministério da Economia (ComexStat), com base nos dados do 1º trimestre do ano, cerca de 31,5% dos produtos importados chegam pelos portos de Paranaguá e Antonina.

Birkhan afirma que o porto de Antonina está crescendo mais do que o ano passado, percentualmente, principalmente em razão do entreposto aduaneiro. Isso é um dos diferenciais competitivos do terminal que possibilita maior flexibilidade em negociações comerciais e a geração de crédito rotativo imediato ao importador, já que seu recibo serve como garantia para desconto em até 80% do valor em bancos. O entreposto também dá maior agilidade nas operações portuárias, contribuindo para evitar congestionamentos em portos e armazéns.

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