Rose Monnerat vai liderar Centro de Inovação após 35 anos na Embrapa

Pesquisadora é a nova chefe na empresa de biotecnologia Solubio, que neste ano está investindo R$ 30 milhões em pesquisa e inovação

Redação
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Rose Monnerat vai liderara centro de inovação em bioinsumos, sua especialidade

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Após 35 anos na Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária), a bióloga e doutora Rose Monnerat assume como chefe de pesquisa e desenvolvimento na SoluBio, empresa de biotecnologia que nasceu em 2016 e que neste ano está investindo cerca de R$ 30 milhões na área de Pesquisa e Desenvolvimento. O principal foco é a produção dos bioinsumos nas fazendas.

Rose responderá pelo Centro de Inovação, localizado em Brasília. Sua tarefa será fortalecer a área de prospecção de ativos, que é, resumidamente, encontrar e estudar microorganismos, a forma que eles atuam e suas principais funções (como controle de insetos e doenças), ver como podem ser competitivos com ferramentas que já existem no mercado e desenvolver um método de produção industrial que os façam virar produtos.

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“Comecei na Embrapa como estagiária e cresci como doutora no laboratório, e sinto que a minha missão ali foi cumprida. Agora quero me dedicar a ajudar a resolver alguns dos problemas que enfrentamos na agricultura”, diz Rose. “Meu maior objetivo na SoluBio é a prospecção de ativos para então desenvolvermos um método de produção industrial que o torne um produto natural, biológico, utilizável e eficiente.” Rose, que é doutora em agronomia na área de patologia de invertebrados, estava na Embrapa desde 1989 atuando na área de controle biológico de pragas por meio de bactérias. Era, também, membro do Portfólio de Bioinsumos da Embrapa e do Programa Nacional de Bioinsumos do Mapa (Ministério da Agricultura e Pecuária).

O mercado total de bioinsumos movimentou na safra encerrada em 2020/21 um montante de R$ 1,7 bilhão, com crescimento de 37% ante o ciclo 2019/20 (R$ 1,2 bilhão), de acordo com a Spark Inteligência Estratégica. O incremento mundial do uso de bioinsumos é da ordem de 15%. Este era o ritmo antes da falta de fertilizantes provocada pela da guerra na Ucrânia, e o elevado preço desses insumos. A tendência é esse ritmo ganhar fôlego.

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“O Brasil é líder mundial em bioinsumos e nós temos condições de sermos autossuficientes”, afirma Rose. “O que precisamos fazer hoje é o que a empresa já está fazendo é oferecer a solução para os produtores e abranger todas as etapas do processo desde o início, desde a pesquisa do ativo até a assistência na utilização do produto nas fazendas, com controle de qualidade e assistência.”

Rose também vai dar continuidade ao trabalho de formação de pessoal, atividade que será realizada em parceria com a Universidade de Brasília. Por ela, os alunos poderão estagiar no Centro de Inovação. “Imagina a empolgação dos alunos ao realizarem atividades com uma empresa privada, sabendo da possibilidade de contratação e crescimento? Vai ser incrível”, diz ela. A empresa conta com 12 especialistas, entre eles biólogos, agrônomos e engenheiros florestais, além de especialistas em microbiologia, processos bioindustriais, entomologia, e biologia molecular.

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