Queijos são caminho para Brasil se destacar no mercado de laticínios

País está na 28ª posição na lista de vendedores de lácteos, mas tem potencial para crescer

Carmen Perez
Compartilhe esta publicação:
Mesa com diferentes tipos de queijos sendo cortados
Lisa Romerein/Getty Images

Queijos brasileiros podem ajudar Brasil a crescer no mercado internacional de produtos lácteos

Acessibilidade


Você ainda tem dúvida que o Brasil produz o melhor queijo do mundo? No mês passado, um queijo da canastra chegou ao topo do “The Taste Atlas”, ranking de site norte-americano que utiliza a opinião dos usuários para avaliar comidas do mundo inteiro. Em concursos franceses realizados anualmente, percebemos um volume cada vez maior de queijos nacionais sendo reconhecidos internacionalmente.

Isso estabelece no Brasil um incentivo pela busca da qualidade na produção dessa iguaria única. Regiões que antes não imaginávamos na produção do leite, como Sorriso (MT), hoje já buscam o reconhecimento do selo Arte com a criação de um queijo específico.

Leia mais: Bem-estar para todos: animais devem ser protegidos do frio e do calor

Atualmente, o Brasil é o quinto maior produtor de leite do mundo, com 37 milhões de toneladas produzidas em 2020. Especificamente, sobre produtos lácteos, há uma dificuldade de exportação já que são produtos perecíveis. E segundo a FAO (Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura), somente 7% da produção mundial é comercializada. O Brasil está na 28ª posição deste mercado. Ou seja, há muito espaço a se conquistar.

Com isso, além de impulsionar a economia, valorizar a cadeia do queijo é apoiar o produto brasileiro e reforçar o reconhecimento de quem está lá no campo. Aproveite e consuma estes lácteos tão especiais.

Inscreva-se para receber a nossa newsletter
Ao fornecer seu e-mail, você concorda com a Política de Privacidade da Forbes Brasil.

Carmen Perez é pecuarista e entusiasta das práticas do bem-estar animal na produção animal. Há 14 anos, trabalha intensivamente a pesquisa na fazenda Orvalho das Flores, no centro-oeste do Brasil, juntamente com o Grupo Etco, da Unesp de Jaboticabal e universidades internacionais. Foi presidente do Núcleo Feminino do Agronegócio (NFA) em 2017/2018.

Os artigos assinados são de responsabilidade exclusiva dos autores e não refletem, necessariamente, a opinião de Forbes Brasil e de seus editores.

Compartilhe esta publicação: