Congresso da Abag propõe um agro mais conectado e integrado

Evento anual da Associação Brasileira do Agronegócio serve para debates, mas também funciona como um fórum de proposições de políticas para o setor

Vera Ondei
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Foto mostra a 21ª edição de congresso organizado pela Abag
Vera Ondei

Realizado anualmente pela Abag, o Congresso Brasileiro do Agronegócio discute temas como meio ambiente, conectividade, crédito de carbono e política internacional

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Na manhã de hoje (1), o presidente da Abag (Associação Brasileira do Agronegócio), Luiz Carlos Corrêa Carvalho, abriu o 21º Congresso Brasileiro do Agronegócio, evento promovido pela entidade em parceria com a B3, a bolsa de valores. “Integrar para fortalecer” foi o tema escolhido para o dia de debates. “O mundo vive um momento complicado e isso requer do Brasil uma reflexão profunda”, diz Caio Carvalho, como é chamado no setor.

O evento, que é uma espécie de fórum político da entidade, recebeu um grupo representativo, como  Joaquim Leite, ministro do Meio Ambiente; Marcos Montes, ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento; Rodrigo Garcia, governador do Estado de São Paulo, e Francisco Matturro, secretário de Agricultura e Abastecimento do Estado, além de João Martins, presidente da CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil).

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Entre os vários temas, meio ambiente, conectividade, crédito de carbono e política internacional tomaram a maior parte das discussões propostas pela Abag. Caio, por exemplo, ao explicar o motivo do apelo pelo crédito de carbono disse que é uma grande oportunidade, tanto para um mercado regulado, mas também para o voluntário. “No entanto, apenas 6% dos produtores participam de um mercado de carbono. Mas o potencial é gigante”, disse.

Joaquim Leite, ministro do Meio Ambiente, afirmou que a economia circular precisa fazer parte da agenda da sociedade. Ele citou o alumínio e também o trabalho do Inpev (Instituto Nacional De Processamento De Embalagens Vazias) com o programa Campo Limpo que recolhe 98% das embalagens vazias de insumos utilizados no campo. “Precisamos de uma economia lucrativa para o mundo”, disse. Para ele, os créditos de carbono são o caminho. “Metano zero, queremos o crédito de metano. A produção de cultivares pode absorver 40% dos gases de efeito estufa”, diz.

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Para Gilson Finkelsztain, CEO da B3, a participação de 27,4% do agro no PIB do país em 2021, a maior desde 2004, dá a dimensão da importância do setor. Não por acaso, “o mercado financeiro evoluiu muito nesse tempo para captação de crédito”. No ano passado, dos 46 IPOs na B3, 11 foram de companhias do agro. “E se olharmos para o índice IAgro da B3 estão 32 ativos com R$ 700 bilhões em valor de mercado”, diz Finkelsztain, anunciando que os técnicos da B3 já estão avaliando um índice para ESG.

Além dos quatro painéis de debates, a Abag, como ocorre todos os anos, fez duas homenagens. O prêmio Norman Borlaug – Sustentabilidade foi conferido à pesquisadora da Embrapa Soja, Mariangela Hungria da Cunha. Pesquisadora do órgão desde 1982 e presente na unidade localizada em Londrina (PR) desde 1991, Mariana é engenheira agrônoma, pesquisadora e professora universitária e titular da Academia Brasileira de Ciências. Em outubro de 2021, ela fez parte da lista Forbes das 100 Mulheres Poderosas do Agro. “Vamos para a micro revolução verde. Sei que sustentabilidadade dá retorno”, diz ela. O outro homenageado, agora no prêmio Ney Bittencourt de Araújo – Personalidade do Agronegócio, foi o deputado federal Arnaldo Jardim, que já foi secretário de Agricultura de São Paulo.

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