Especial Afrofuturo: Por que é preciso pensar em futuros protagonizados por pessoas negras?

Ana Bavon, Ale Santos, Grazi Mendes e Fefa Costa elaboraram textos sobre Afrofuturismo e Negócios, trazendo visões complementares sobre a presença de pessoas negras como protagonistas do futuro

Em sua edição de número 85, de março de 2021, a Forbes publicou o especial Afrofuturo, reunindo textos de um elenco com as vozes mais relevantes do país nas questões de diversidade e equidade para apontar caminhos e vislumbrar um futuro melhor.

O elenco foi formado por 25 profissionais comprometidos com a igualdade acima de tudo, nomes que buscam, nas mais diversas áreas, elevar as palavras “equidade” e “diversidade” à condição de propósito presente e futuro. Como deveria ser. E será.

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Nesta primeira parte, Ana Bavon, Ale Santos, Grazi Mendes e Fefa Costa elaboraram textos sobre Afrofuturismo e Negócios, trazendo visões complementares sobre a presença de pessoas negras como protagonistas do futuro.

“Um novo paradigma social”, por Ana Bavon

Você já parou para pensar que, após o período pandêmico, o Brasil pode estar ainda mais distante de ocupar uma posição relevante junto às grandes economias globais? Claro que sim. Como leitor da Forbes, você sabe que nela discute-se o rumo dos negócios e o impacto econômico das mais variadas transformações sociais. É também aqui que, com pioneirismo, discute-se o que há de mais recente e disruptivo na indústria 4.0, no Vale do Silício, e as evoluções que impactam diretamente nosso estilo de vida e comportamento de consumo.

É precisamente neste espaço – e através da lente do afrofuturismo – que apresentaremos e debateremos o capital intangível mais valioso com o qual podemos contar neste período histórico. Trata-se do capital humano. Mais precisamente, o valor inestimável da contribuição de mais de 56% da população brasileira.

Construindo suas soluções a partir de necessidades específicas não atendidas pelo mercado, ou, ainda, “hackeando” o sistema para acessar espaços de poder que têm uma estética específica – e que não se parece em nada com a sua própria –, a comunidade negra tem injetado R$ 1,7 trilhão na economia brasileira anualmente, segundo pesquisa do Instituto Locomotiva (o valor oscila levemente conforme a fonte). É importante que tenhamos em mente a certeza de que precisamos do engajamento de todos na recuperação econômica. Observar de forma estratégica como essa parcela da população tem conseguido não apenas se manter, mas prosperar em ambientes caóticos demonstra competência e habilidade de liderar em momentos de incerteza que podem se repetir nas próximas décadas.

Obsolescência no ar

Precisamos de inovação e de soluções que atendam novas dores de nossos stakeholders; por outro lado, muitos de nós sentimos a obsolescência no ar, ao olhar ao redor e constatar a homogeneidade de perfis. Embora estejamos ávidos por novos olhares e inovação disruptiva para conduzir organizações durante e depois de períodos de incerteza, menos de 6% dos fundadores de startups no país são negros. Um estudo do BlackRocks Startups e Bain & Company alerta que pessoas negras estão, em grande parte, fora das rodadas bilionárias de investimento que vemos dia após dia. Isso se dá porque a configuração atual do ambiente de inovação ainda não as incluiu de fato.

Quem já compreendeu que o potencial inovador de pessoas negras é incalculável vem capitaneando a transformação. Prova disso são os grandes oligopólios de tecnologia (como o Google) investindo fortemente em startups lideradas por pessoas negras, e gestoras globais de ativos exigindo diversidade nos portfólios de fundos que apoiam. A forma como fazemos negócios vem sendo desafiada por um novo paradigma social que tem na ética sua base fundamental. Tal ética se reflete nos valores ambiental, social e de governança corporativa, mais conhecidos por sua sigla em inglês, ESG, que estão dentro das organizações e na cabeça dos conselheiros (e que se repetirão neste especial). Esses valores impactam diretamente decisões que há algum tempo se ancoravam somente em objetivos de lucro e estratégias financeiras.

A lição de um futuro economicamente próspero e socialmente sustentável só poderá vir no compartilhamento de conhecimento daqueles que detêm o poder de crescer na adversidade e nos mais de 500 anos em que a população negra vem construindo suas habilidades e expertises.

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“Criando futuros descentralizados”, por Ale Santos

Para entender o que são os outros futuros e por que o afrofuturismo é uma das pontes para essas realidades, trago uma das figuras mais populares do mundo da tecnologia e da ficção científica: o robô. Não tenho dúvidas de que você tem inúmeras ideias sobre os robôs, pois estão por todos os lados, como os engraçados e destemidos C-3PO e R2-D2 da saga “Star Wars” ou o implacável ciborgue Cyberdyne 101, enviado pela Skynet para matar a personagem Sarah Connor no filme “O Exterminador do Futuro”.

A humanidade parece obcecada por robôs, e por décadas sonhou com suas histórias, até que elas começaram a se tornar verdadeiras. Hoje robôs substituem pessoas nas indústrias, dirigem carros, fazem cirurgias e também promovem ataques virtuais em massa. Vivemos flertando com o medo e o anseio de um dia encontrar um humanoide de metal cuidando de nossas casas, enquanto governos mundiais discutem leis sobre os limites dessa existência. Como previu o genial Isaac Asimov, “a ficção científica de hoje é o fato científico de amanhã”.

Há uma vasta tradição no pensamento sobre androides, inteligência artificial (IA), robôs e hipertecnologia que faz qualquer garoto curioso ou empresário ambicioso imaginar relações de futuro com eles. O que passa despercebido é que todo esse imaginário é racializado. Sim, extremamente racializado. A palavra robô, por exemplo, nasceu de uma peça de teatro escrita pelo escritor checo Karel Capek em 1920, intitulada R.U.R., que significa Rossumovi Univerzální Roboti. As famosas três principais leis da robótica foram descritas pelo já citado Asimov, um russo-estadunidense. O termo ciberespaço, outro termo que impacta nossa realidade de maneira intensa, foi trazido pelo escritor americano-canadense William Gibson no conto “Burning Chrome” e popularizado em sua obra “Neuromancer”.

Os principais nomes da internet que estão por trás de gigantes como Facebook ou Google, que inundam nossas vidas com mais conceitos que antes pareciam ficção científica, são pessoas brancas, assim como os cineastas que ocupam as principais posições como criadores de sci-fi em Hollywood. A grande discussão padrão sobre futuro que existia no passado não incluiu negros, latinos ou hindus e não dá a devida atenção quando ela surge fora do Ocidente.

Isso cria dissonâncias sociais que muitas empresas não conseguem resolver, como a relação dos aplicativos com os entregadores periféricos, a evolução de dispositivos que ficam cada vez mais caros e inacessíveis em lugares onde nem água encanada existe, tampouco banda larga de qualidade. A forma com que a população negra se apropria de tecnologia para desviar de armadilhas como o racismo algorítmico ou para conseguir sobreviver competitivamente é criando, vendendo e distribuindo conteúdo digital e desenvolvendo soluções específicas à sua realidade.

A verdade é que o mundo pós-apocalíptico, distópico e devastado por grandes corporações pode ser distante para muitos desse mercado hipertecnológico, mas já é uma realidade para pessoas que são representadas de maneira minoritária nesses ambientes. Quando vista através da realidade negra, a ficção ganha novas características que impactam sistemas religiosos, organizações sociais e arquitetônicas. Conhecer a cultura oriunda da África e a vida dos seus descendentes em diáspora é o que lhe dará a profundidade necessária para enxergar uma outra interpretação do futuro.

Imagine ser perseguido por ter seu rosto reconhecido como bandido por uma IA ou ter crédito negado por estar conectado com um perfil geográfico considerado perigoso para empréstimos. Imagine pesquisar pessoas lindas e não encontrar um rosto parecido com o seu no YouTube, ou não conseguir utilizar dispositivos de reconhecimento facial porque eles não foram projetados para negros. É aqui que encontramos o ponto de ruptura entre a tradição da ficção científica e a inovação tecnológica com o afrofuturismo.

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Contexto histórico-cultural

O termo afrofuturismo foi criado em 1993 por um produtor chamado Mark Dery e se popularizou depois do filme “Pantera Negra”. Muita gente se perguntou o que existia de tão fenomenal que fez jogadores de basquete e atores muito famosos alugarem ônibus para levar crianças até o cinema. A resposta para isso ajuda a entender um dos pilares do afrofuturismo, que é seu papel político. Não dá para apenas utilizar, simplesmente, a estética da cultura africana para revestir as antigas decisões de negócios ou discussões de tecnologia e inovação: você precisa ter pessoas negras fazendo isso, pois ocupar essas posições de protagonismo da discussão é um dos objetivos afrofuturistas. Essa é a grande disrupção: quando a sociedade abre espaço para profissionais pretos e sua imaginação e descentraliza o futuro das pessoas reconhecidas como brancas em nosso mundo.

O que entendemos como premissas essenciais do movimento afrofuturista foram estabelecidas por artistas, em especial pelo músico Sun Rá na década de 1960. Na época, sua visão era chamada de filosofia cósmica, mas ele carregava em suas obras uma narrativa sobre ser uma entidade de Saturno, que traria a paz. Na década de 1970 ele promoveu um curso chamado O Homem Negro no Cosmos e depois transformou toda sua filosofia em um filme chamado “Space Is the Place”. Com o tempo, muitos outros grandes nomes contribuíram para construir esse imaginário sobre a existência negra no futuro. Octavia Butler, escritora premiada que ganhou notoriedade na década de 1980, é considerada a mãe do afrofuturismo na literatura: a partir de suas obras, conseguimos compreender como o contexto cultural e histórico do povo negro impacta na ficção.

As nuances de afrofuturismo se espalharam e desenvolveram-se em muitos outros produtores e artista culturais. Afrika Bambaataa, Earth, Wind & Fire, Michael Jackson, Janelle Monáe são algumas referências internacionais, e o conceito certamente ganhou novos contornos através da cultura brasileira. Mesmo compartilhando muitas peculiaridades da diáspora africana, em nosso país a narrativa afrofuturista brasileira ganha maiores contornos do povo iorubá, dos tambores do axé, da afrolatinidade e do presente sincretismo entre tradições e religiões que criam fenômenos culturais como a congada. Expressões de músicos como Xênia França, Gaby Amarantos, Luedji Luna e os novos caminhos do neo-samba inspiram discussões de escritores, cineastas, cientistas e empreendedores negros e periféricos que estão trabalhando não apenas para a sobrevivência do povo em um mundo distópico atual, mas para a superação da visão de um futuro que é excludente.

“A necessidade de transformação”, por Grazi Mendes

O futuro também é sobre tecnologia, pois ela é a grande aceleradora do porvir. Mas a discussão sobre nossos próximos anos precisa ir além. Por isso, a tecnologia não é o sujeito, e sim objeto do debate que apresentamos aqui. Os sujeitos são outros: pessoas, em seu aspecto mais diverso, que definirão o futuro da humanidade e até da própria tecnologia. A melhor forma de discuti-la é compreender quem a produz, quem a utiliza, quem é impactado e moldado por ela.

Um novo horizonte já se anuncia. Alguns temas urgentes apresentam flashes do futuro no presente, a começar por este espaço. Se você nunca ouviu falar sobre afrofuturismo em conexão com o universo dos negócios, pode estranhar a abordagem deste especial, ou questionar o que isso tem a ver com você e suas decisões. Não se engane: este é o sinal de um novo tempo.

Grandes organizações já estão se movimentando em direção a um futuro mais negro, e há razões tangíveis para isso. Para além do potencial de consumo da população negra, a McKinsey & Company estima que a desigualdade racial pode ter um efeito negativo significativo sobre o consumo em geral e o investimento da economia norte-americana na próxima década.

Perdas para os EUA, país onde menos de 14% da população se autodeclara negra, podem variar de US$ 1 trilhão a US$ 1,5 trilhão, um impacto entre 4% a 6% do PIB projetado para 2028. Convido você a refletir sobre as implicações econômicas da desigualdade racial no Brasil, em que pessoas negras são maioria.

Desde a emergência do ESG, em 2005, temos visto alguns avanços importantes nessa agenda: ética e avanços sociais e ambientais nunca estiveram tão no centro do mundo capitalista quanto agora. Há, ainda, o “Great Reset”, tema proposto pelo Fórum Econômico Mundial em junho de 2020, que propõe reiniciar a forma como se fazem negócios e operar um novo modo de funcionamento.

Reset é um termo que vem da tecnologia e que pode se tornar uma grande metáfora do espírito do nosso tempo. O hardware global está dando sinais de exaustão e obsolescência; a raiz desses problemas, no entanto, está no sistema que roda nessa máquina.

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O mundo deve agir conjuntamente e rapidamente para renovar todos os aspectos de nossas sociedades e economias, desde a educação até os contratos sociais e as condições de trabalho, segundo Klaus Schwab, fundador e presidente executivo do Fórum Econômico Mundial. Mas só há velocidade e ação conjunta quando estamos todos juntos. Separados, somos lentos e apenas pontos de vista individuais. Por isso, vidas negras importam na criação de futuros.

Como grande aceleradora de futuros, a tecnologia nos impõe um desafio. Futuros urgentes e melhores serão necessariamente construídos a muitas – e diversas – mãos. Um futuro que gera mudanças está nascendo agora, a partir da assinatura da sua caneta: é uma discussão coletiva, mas também parte de ações individuais, principalmente daqueles que detêm o poder e os recursos. O futuro da sua empresa e seu legado como líder dependerão cada vez mais disso.

A inovação e a transformação digital, duas das principais pautas das lideranças, são importantes e impactam os negócios, mas a transformação mais urgente e que mais importa é a humana. Precisamos nos alfabetizar em pluralidade para nos tornarmos fluentes criadores de um novo mundo. Esta edição é um guia importante nesta jornada, um convite para pensar sobre futuros possíveis em diversas áreas, a partir do protagonismo e da potência da população negra. Minha esperança é que as vozes que você ouvirá aqui e outras antes e ainda hoje silenciadas encontrem mais espaços como este, para que cada vez mais pessoas tenham oportunidades de ouvi-las.

“A cura pela tecnologia”, por Fefa Costa

Afrofuturismo é uma abordagem interseccional, multitemporal e interdisciplinar, apta a garantir o vislumbre do futuro pela perspectiva de vidas pretas e pardas. Também chamado de movimento de libertação, consiste no resgate da dignidade furtada pelo processo escravocrata e distingue a condição servil do “ser escravo” para uma situação agressiva de “ser escravizado” – diferença semanticamente capaz de reforçar direitos e promover uma reparação histórica. “Não existe futuro negro partindo do indivíduo. Ele é feito em grupo, no coletivo”, pontua Morena Mariah, fundadora da Afrofuturo, edtech voltada ao ensino de história e cultura africana.

O futuro para jovens negros é a luta contra as estatísticas. Dados do Datasus de 2020 apontam que pardos e pretos entre 15 e 29 anos têm três vezes mais chances de serem assassinados do que brancos. Eles representam 75% dos homicídios no país.

A busca do futurismo ancestral é, também, por tecnologias centradas na cura – tecnologias essas que estabelecem a possibilidade de cocriar futuros justos e prazerosos, em que todos os aspectos da vida negra possam prosperar. Inovações e narrativas que ajudam a aprender como se mover através do trauma, e que gerem percepção política para entender quais desigualdades sociais causam o trauma, são capazes de engajar pessoas de diversas etnias para criar mundos onde vidas negras importam e, sobretudo, que sejam fundamentais para empresas, instituições e governos. “Mais frequentemente do que imaginamos, a ausência dessas pessoas nas empresas de renome é uma questão de racismo nos processos seletivos e na cultura organizacional, que barra a entrada de profissionais questionadores ou os expulsam com climas tóxicos”, afirma Tarcízio Silva, que é Tech + Society Fellow na Mozilla Foundation, desenvolvendo projetos de promoção de consciência pública sobre danos algorítmicos.

Ambientes de trabalho hostis geram resultados hostis, como aconteceu com Timnit Gebru, colíder da equipe Ethical AI – uma divisão que abordava posturas éticas no uso de inteligência artificial do Google. Gebru foi demitida após enviar um e-mail interno acusando o Google de “silenciar vozes marginalizadas”.

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O mundo está evoluindo tecnicamente. “A possibilidade de pessoas negras construírem tecnologias já é algo inovador”, diz Silvana Bahia, codiretora executiva do Olabi e coordenadora do PretaLab, iniciativa de estímulo às mulheres negras na inovação e tecnologia. “Quando pessoas negras protagonizam o desenvolvimento de soluções a partir da tecnologia”, diz ela, “em geral resolvem problemas que de fato precisam ser resolvidos, com a possibilidade de desenvolverem uma tecnologia mais democrática e acessível, abrindo caminhos, plantando sementes para a justiça social.”

O desafio imediato para empreendedores pretos e pardos? Crédito. Inovadores negros têm o crédito negado três vezes mais do que inovadores brancos, de acordo com Eugene Cornelius Junior, chefe do escritório de comércio internacional da SBA (Small Business Administration).

A construção mental de futuros saudáveis capacita corpos negros a criar destinos e realidades de inclusão, saúde, alegria e prosperidade, usando modalidades especulativas como ficção científica, surrealismo, realismo mágico. E investiga a intersecção de raça e tecnologia enquanto é inspirada por mitologias e lendas da África e da diáspora.

O ponto de partida é a possibilidade de reconquistar a própria origem, apagada por processos de escravidão e exclusão social, com consequências históricas, econômicas e sociais. O uso de narrativas incríveis para recontar o flagelo e resgatar atos heroicos são maneiras de restabelecer a dignidade negada e um terreno fértil para construção imaginativa de novas ou esquecidas possibilidades de existência para pessoas negras. “Ter acesso à ancestralidade e resgatá-la permite que tenhamos mais facilidade em entender nosso presente e construir o futuro. Não devemos pular essa etapa. Por mais que a tecnologia nos dê a sensação de rapidez nas soluções, ela não nos dá nenhuma solução”, analisa Nina da Hora, cientista da computação, pesquisadora na área de pensamento computacional e hacker antirracista.

Tecnologia, afrocentricidade, espiritualidade e fé são ferramentas para o imaginário da negritude na formulação de contraestratégias para as narrativas do passado e do presente. As pessoas de pele preta, sobretudo mulheres, são o futuro da população mundial. O desafio imediato posto ao afrofuturismo é a criação de interseccionalidade entre gerações e territórios, observando que a realidade futura está sendo gestada neste momento em mentes femininas e negras.

Reportagem publicada na edição 85, lançada em março de 2021

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