Instituições financeiras gastam US$ 213,9 bilhões de compliance contra crimes financeiros

 boonchai wedmakawand/Getty Images
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Empresas e bancos que implementaram tecnologia em suas operações de combate a crimes financeiros tiveram os melhores resultados

A LexisNexis Risk Solutions divulgou na semana passada o Relatório Global Anual sobre o Real Custo de Compliance contra Crimes Financeiros. Segundo o estudo, o custo total projetado de compliance contra essas infrações em todas as instituições financeiras atingiu US$ 213,9 bilhões em 2020, ultrapassando os US$ 180,9 bilhões registrados no mesmo período de 2019. A maior parte desse crescimento significativo, ano após ano, está concentrado na Europa Ocidental e nos Estados Unidos.

A pesquisa envolveu 1.015 tomadores de decisão com relação a esses crimes em instituições financeiras, incluindo bancos, empresas de investimento, gestão de ativos e seguros ao redor do mundo. Os participantes do estudo supervisionam os processos de compliance contra crimes financeiros, como o monitoramento de sanções, remediação para KYC (Conheça seu Cliente, da sigla em inglês), anti-lavagem de dinheiro e monitoramento de transações.

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O relatório também concluiu que os países ocidentais continuam gastando mais com compliance, especialmente os EUA e nações da Europa Ocidental, que representam 82,7% dos custos globais totais. A Alemanha se sobressai ao lado dos norte-americanos por arcar com a maior parte dos custos, sendo US$ 9,6 bilhões e US$ 8,8 bilhões, respectivamente.

A pandemia também foi vista como responsável por alguns prejuízos nos departamentos de compliance ao aumentar problemas internos, tempo e custos para as operações. No entanto, o relatório afirmou que neste ano há menos consenso entre nações e instituições financeiras sobre desafios operacionais, já que alguns os tratam com mais seriedade do que outros. Entre eles está o risco do cliente, identificação de pessoas politicamente expostas (PEPs), screening de sanções e KYC para integração de contas.

Por outro lado, as instituições financeiras que implementarem soluções tecnológicas em seus esforços de compliance contra crimes financeiros tiveram os melhores resultados, pois se mostraram mais preparadas para lidar com esses problemas e tiveram menores impactos devido ao aumento das pressões regulatórias. Além de menores custos operacionais.

 

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