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Startup brasileira de reflorestamento facilita compensação ambiental de grandes empresas

Fundada em 2013, a PlantVerd já recuperou mais de .428 hectares por meio de 2 milhões de mudas plantadas.

Gabriela Del Carmen
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Antonio Borges, CEO da PlantVerd: “temos que ver o reflorestamento como um ciclo no qual a pessoa investe, tem um retorno financeiro e, ainda, melhora a comunidade”

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Mais de 2 milhões de mudas plantadas, 1.428 hectares recuperados e 47.608 kg de carbono neutralizados por dia. Esse é o balanço da PlantVerd desde sua criação, em 2013, quando surgiu com a missão de diminuir o custo do reflorestamento no Brasil. Atualmente,  a startup oferece consultoria e serviços ambientais de recuperação de áreas degradadas para construtoras, usinas hidrelétricas, portos e concessionárias de rodovias, entre outras instituições. 

“Elaboramos um projeto específico para cada área, com árvores feitas de sementes da própria região e um solo bem tratado. Isso gera mudas mais resistentes e, consequentemente, reduz o risco de mortalidade [e os prejuízos financeiros]”, explica o CEO Antonio Borges. Além do plantio e restauração de áreas com espécies arbóreas nativas, a startup atua em obras de contenção de erosão, construção de canais e bacias hidrográficas, recuperação de nascentes e conservação de vegetação em rodovias e aterros. 

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Um dos exemplos de atuação da empresa foi a implementação, em 2020, com o apoio do estado de São Paulo, do Ativo Verde, ferramenta que possibilita o cadastro de propostas ecológicas com o objetivo de gerar créditos ambientais. A ideia é que esses créditos sejam utilizados para cumprir obrigações de restauração florestal (compensações, conversão de multas ou licenciamento ambiental). Na prática, um empreendedor que precise fazer uma compensação ambiental devido à construção de um complexo industrial, por exemplo, poderá contratar projetos que já foram previamente aprovados e cadastrados pela Secretaria de Infraestrutura e Meio Ambiente, plantando espécies nativas da Mata Atlântica ou do Cerrado.

Para Borges, o programa contribui para o desenvolvimento sustentável, com geração de emprego e renda de maneira responsável. Ao fomentar a responsabilidade socioambiental no país, a iniciativa permite que seja feita a conversão de multas administrativas em serviços para projetos de restauração que já somam R$ 75 milhões. A PlantVerd foi, ainda, a primeira empresa a ter um projeto do Ativo Verde aprovado, o Reflorestamento 3.0 Piracaia. Ao todo, 6,95 hectares foram restaurados em área prioritária para o abastecimento hídrico nos municípios de Piracaia e Joanópolis, ambos no estado de São Paulo.

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Outro projeto de destaque se deu por meio de uma parceria com o CoVida20, programa de financiamento para negócios de impacto comprometidos com a manutenção de emprego e renda durante a Covid-19. Em homenagem aos investidores, a startup criou uma floresta de 3.510 metros quadrados para ajudar na preservação da Cantareira, em São Paulo. A iniciativa mobilizou R$ 6,6 milhões por meio de 367 investidores, impactando diretamente 772 pessoas e 47 negócios nacionais.

Atualmente, a empresa presta serviços para a gigante da mineração Vale focados na descaracterização das barragens, processo de encerramento definitivo das estruturas, que passam a ser totalmente reincorporadas ao relevo e ao meio ambiente, por meio da revegetação. Em colaboração com a Fundação Renova, criada pela Samarco, joint venture com a australiana BHP Billiton Brasil, a startup trabalha, ainda, na recuperação da bacia do Rio Doce, com o intuito de reflorestar 40 mil hectares impactados pelo desastre ambiental em Mariana (MG).

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Já no que diz respeito à categoria “S” do ESG, a startup dedica-se a fortalecer a reintegração de ex-detentos à sociedade, que hoje compõem cerca de 20% do quadro de funcionários da empresa. “A própria floresta nos ensina a ser diverso, porque ela só está em equilíbrio quando tem uma variedade de elementos”, considera Borges. Segundo o executivo, o processo de inclusão é constante e acompanhado de cursos e treinamentos para capacitar os funcionários e, assim, restaurar não apenas as florestas, mas a sociedade como um todo. Além dos egressos do sistema prisional, a equipe – de 160 colaboradores – conta com mulheres, negros e pessoas LGBTQIA+ em cargos de liderança.

Após registrar R$ 7,6 milhões de faturamento em 2019, a startup pretende fechar 2021 com mais de 200 funcionários e R$ 20 milhões. Sem muitos detalhes, o empreendedor adiantou à Forbes a expectativa de lançar uma plataforma de financiamento coletivo para viabilizar a plantação de 300 hectares de ativo verde no Brasil. “Temos que ver o reflorestamento não como um simples abraçar de árvores, mas como um ciclo no qual a pessoa investe, tem um retorno financeiro e, ainda, melhora a comunidade”, conclui.

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