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Under 30 Felipe Villela apoia projeto de geração de créditos de carbono para Microsoft

Em parceria com a cooperativa Camta, iniciativa distribuiu R$ 25 mil a pequenos produtores .

Gabriela Del Carmen
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O brasileiro Felipe Villela é um dos fundadores da reNature, organização que pretende regenerar 100 milhões de hectares e apoiar 10 milhões de produtores até 2030

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Apoiar agricultores e comunidades locais de países com altas taxas de desmatamento na adoção de práticas regenerativas e agroflorestais: esta é a base dos trabalhos da reNature, organização com sede em Amsterdam criada pelo holandês Marco de Boer e pelo brasileiro Felipe Villela, destaque na lista Under 30 da Forbes em 2020. Para impulsionar esses planos, a fundação uniu-se à Camta (Cooperativa Agrícola Mista de Tomé-Açu, no Pará), para ajudar pequenos agricultores na geração de 242 créditos de carbono.

“A Camta cria sistemas agrícolas integrados e biodiversos, que geram impactos muito positivos para a comunidade e, ao mesmo tempo, para o meio ambiente, pois sequestram o carbono da atmosfera”, diz Villela. A cooperativa realiza todo o processo de cultivo de frutas até chegar ao consumidor, valorizando a qualidade, valor nutricional e cuidado com o meio ambiente.

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Segundo Villela, os créditos foram gerados por meio da agrofloresta, sistema de produção consciente de alimentos que reúne espécies da região, respeitando a cultura e as peculiaridades locais para assegurar uma produção contínua e sustentável. “Selecionamos 18 pequenos produtores para participar da iniciativa. Chegamos ao final do projeto com R$ 25 mil em créditos de carbono, distribuídos entre os próprios agricultores. Para cada crédito gerado, repassamos cerca de R$ 100, o dobro do valor oferecido hoje no mercado.” Segundo o empreendedor, a intenção é contribuir para que esses profissionais tenham uma fonte de renda adicional, graças ao impacto criado em sua propriedade, por meio de um sistema agrícola produtivo que utiliza árvores e cobertura do solo.

Os créditos foram comercializados para o marketplace de carbono Acorn, do banco holandês Rabobank, criado para apoiar a indústria do agronegócio e a produção de alimentos em todo o mundo. Através da plataforma, a iniciativa chamou a atenção de grandes empresas, em especial, da Microsoft, que comprou todos os créditos disponíveis para compensar suas pegadas.

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“Concluir a operação com a Microsoft foi muito bom, já que estamos falando de uma empresa de relevância internacional. Isso contribui para o reconhecimento do projeto”, observa Villela. Para o executivo, a aliança com grandes corporações é importante, mas deve vir acompanhada do compromisso real com a causa. “Tomamos muito cuidado para evitar o greenwashing [estratégia que promove uma falsa aparência de sustentabilidade, para agradar clientes ou opinião pública]. A precificação dos créditos é uma das formas que encontramos para ter essa garantia. Normalmente, as empresas que vendem por apenas US$ 1 a tonelada sequestrada querem apenas comunicar, fazer um marketing da iniciativa, mas sem ter realmente a consciência de impacto”, pontua.

No ano passado, a Microsoft anunciou um compromisso global para zerar suas emissões até 2030 e, até 2050, remover do ambiente todo o carbono que a empresa emitiu diretamente ou por consumo elétrico desde sua fundação em 1975. À época, a companhia divulgou um plano para alcançar essas metas, como o aporte de US$ 1 bilhão em um novo Fundo de Inovação Climática para acelerar o desenvolvimento de tecnologias de redução e remoção de carbono, capacitação de clientes em todo o mundo e apoio a novas iniciativas de políticas públicas, entre outras ações.

A decisão de se aliar ao programa Acorn do Rabobank também foi estratégica. “O marketplace de carbono trabalha com foco nos pequenos produtores e agricultura familiar. Além disso, eles passam por um processo de validação Plan Vivo Foundation. Esses benefícios são grandes diferenciais.”

Segundo Villela, a reNature já colocou no radar a realização de novos projetos de geração de créditos de carbono, ainda sem data definida. Por meio de assistência técnica, monitoramento de impactos, programas educacionais e suporte durante a transição para práticas agrícolas sustentáveis, a fundação tem o objetivo de regenerar 100 milhões de hectares e auxiliar 10 milhões de produtores até 2030. “Neste projeto com a Camta, não ficamos com nenhuma comissão, tudo foi repassado para o produtor. Muitos deles têm interesse em fazer a comercialização do carbono sequestrado, mas têm dúvidas ou dificuldades ao longo do processo, e queremos ajudá-los nisso”, finaliza.

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