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Lideranças pedem que COP26 priorize adaptação por avanço de "emergência climática"

Lideranças disseram na conferência que adaptação não recebeu a mesma atenção e recursos que os esforços para reduzir as emissões de CO2.

Redação
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Kim Kyung-Hoon/Reuters
Kim Kyung-Hoon/Reuters

Equipes de resgate buscam sobreviventes em área alagada de Takeo, no Japão

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Na esteira do alerta de uma comissão do clima da ONU de que eventos extremos e a elevação dos mares estão ocorrendo mais rápido do que se esperava, lideranças pediram hoje (6) mais dinheiro e vontade política para ajudar as pessoas a se adaptarem à nova realidade.

Em uma conferência em Roterdã convocada pelo Centro Global para a Adaptação, mais de 50 ministros e chefes de organizações do clima e bancos de desenvolvimento pediram que as conversas da Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas de 2021 (COP26), em novembro, tratem a adaptação como algo “urgente”.

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Em um comunicado, eles disseram que a adaptação – que vai da construção de barragens contra inundações mais elevadas ao cultivo de plantios mais tolerantes a secas e à realocação de comunidades litorâneas– não recebeu a mesma atenção, recursos ou nível de ação que os esforços para reduzir as emissões que aquecem o planeta.

Isto deixa comunidades de todo o mundo “expostas a uma emergência climática que se desenrola mais rápido do que o previsto”, disseram.

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“A adaptação não pode mais ser subpriorizada”, acrescentaram. “É imperativo que a COP26 lance uma aceleração dos esforços de adaptação para habilitar o mundo a se manter no ritmo desta emergência muito profunda e abrangente”.

Eles alertaram que a cúpula da COP26, que será sediada no Reino Unido, não terá sucesso a menos que faça do avanço dos esforços de adaptação uma prioridade igual ao corte das emissões de carbono.

A reunião de Roterdã –à qual compareceram o ex-secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon, a chefe do clima da ONU, Patricia Espinosa, e a chefe do Fundo Monetário Internacional (FMI), Kristalina Georgieva– ouviu representantes de nações africanas, pequenos Estados-ilha em desenvolvimento e outros países vulneráveis ao clima.

Estes falaram de como as comunidades estão tendo dificuldades com inundações, secas e tempestades anormalmente intensas, além da pandemia de Covid-19, o que reverte ganhos de desenvolvimento duramente conquistados e empurra pessoas para favelas nas cidades ou até através de fronteiras nacionais por estas se tornarem incapazes de viver em sua própria terra.

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“Agora estamos vivendo no olho da tempestade. Adaptar o mundo à nossa emergência climática é essencial para nossa segurança mesmo enquanto combatemos uma pandemia global”, disse Patrick Verkooijen, presidente-executivo do Centro Global para a Adaptação, na abertura do diálogo.

“Milhões de vidas e a segurança de comunidades em todo o mundo já estão em jogo”. (Com Reuters)

 

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