Para atingir neutralidade de carbono em 2050, investimento deve ser oito vezes maior ao de 2021

Entre 2022 e 2030, cerca de US$ 21 trilhões devem ser investidos na economia de baixo carbono.

Redação
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Eric Yang/Getty Images
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Investimento na neutralidade de carbono deve ser de US$ 470 bilhões por ano entre 2022 e 2030

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Um relatório divulgado pelo BCG (Boston Consulting Group), consultoria estratégica sediada nos EUA, revelou alguns dos esforços econômicos que o mundo deverá fazer para que o planeta atinja a neutralidade de carbono em 2050, objetivo definido pelo Acordo de Paris para limitar o aquecimento global.

Para que o planeta atinja essa meta, a Agência Internacional de Energia estima que será necessário investir US$ 21 trilhões entre 2022 e 2030 na economia de baixo carbono. O valor indica uma média de investimento de US$ 470 bilhões por ano, montante equivalente a cerca de oito vezes o aplicado em 2021, mostram os cálculos do BCG.

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Além dos altos valores, outro problema é que a maioria dos aportes nos últimos cinco anos — que somam US$ 156 bilhões — foram direcionados a tecnologias que já são relativamente maduras. As que mais receberam investimentos foram os veículos elétricos (41%), armazenamento de energia (23%), energia solar (17%) e eólica (7%).

As tecnologias emergentes, que podem ser a chave para desbloquear a meta em 2050, representaram só 3% do total dos investimentos. Alguns exemplos dessas inovações são o hidrogênio verde, as soluções de analytics climáticas e as tecnologias de captura, utilização e armazenamento de carbono (CCUS, da sigla em inglês).

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“Os fundos de corporate venture são os que mais estão demorando para enxergar o potencial das novas tecnologias. Elas são uma oportunidade única para combater as mudanças climáticas e, ao mesmo tempo, gerar vantagem competitiva significativa. São alternativas que podem diferenciar as empresas que as adotam, mas também quem investe nelas, pois têm retorno estratégico e financeiro acima da média”, diz Bruno Simão, diretor-executivo e sócio do BCG.

Por outro lado, os investimentos com esse perfil estão crescendo. Os aportes em tecnologias de baixo carbono quase dobraram desde 2020, e o BCG projeta que o valor chegará a US$ 57 bilhões até o fim deste ano.

O levantamento tem como base informações do NetBase Quid, plataforma que processa dados do S&P Capital IQ e Crunchbase para analisar e quantificar o ecossistema de investimento privado em tecnologias de baixo carbono.

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