Os 9 melhores destinos gastronômicos da Europa

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A Europa mergulha no outono e é hora de apontar os locais ideais para aproveitar a farta oferta de colheitas e pratos de clima frio

Resumo:

  • O número de turistas gastronômicos na Itália dobrou, e na França triplicou; trata-se de uma crescente mundial; 
  • Quatro consultores de viagens dão dicas dos melhores destinos culinários: David Mellon, Olivia Nash Richardson, Foy Renfro e Peter Rubin; 
  • Veja abaixo as 9 recomendações, de mercados a restaurantes renomados e chefs com estrela Michelin.

O turismo gastronômico cresce na Europa, assim como em todo o globo. A Itália viu o número de turistas em busca de bebidas e comidas típicas dobrar em 2018, enquanto a França triplicou o fluxo dos que querem provar da riqueza da sua culinária histórica.

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Embora existam inúmeros destinos gastronômicos a se considerar para uma viagem, agora a Europa mergulha no outono e é hora de apontar os locais ideais para aproveitar a farta oferta de colheitas e pratos de clima frio. Reunimos aqui dicas de quatro consultores de viagens da Virtuoso, uma rede de turismo de luxo: David Mellon, vice-presidente da Gateway Travel; Olivia Nash Richardson, fundadora e proprietária da Nash Travel Managment; Foy Renfro, CEO da Journey To & Fro Travel; e Peter Rubin, co-proprietário da About Going Places. Mellon, Renfro e Rubin também são membros da Comunidade de Viagens Culinárias da Virtuoso.

Alguns dos destinos são bem conhecidos, outros são novidade — mas todos devem agradar àqueles que procuram férias memoráveis ​​no quesito paladar. Também há recomendações de visitas aos melhores mercados de iguarias e comidas típicas.

  • INGLATERRA: O SUDOESTE

    Com a palavra, David Mellon: “Esta área, com suas belas paisagens campestres, é perfeita para grandes apreciadores de comida, visitantes que já conhecem os locais turísticos principais, e para quem gosta de sair do roteiro comum. Há ótimos hotéis, acomodações pitorescas e um número crescente de restaurantes e pequenas casas de fazenda, como a Trill Farm e River Cottage em Devon. Muitos desses locais oferecem escolas de culinária e festivais semanais com ingredientes locais. Há vinhas, como a Langham Wine Estate, em Dorset, e fazendas de cidra, como a Somerset Cider Brandy em Somerset, para visitar.”

  • FRANÇA: Bordeaux, PROVENÇA

    Em 2017, o Atabula, influente site de gastronomia francesa, deu a Bordeaux o título de melhor destino gastronômico da França, superando Paris. Obviamente, lembra Foy Renfro, há uma grande variedade de chefs com estrelas Michelin na região, como Gordon Ramsay e Pierre Gagnaire, e seus restaurantes são fáceis de encontrar. Para fugir do óbvio, a dica são talentos promissores, muitos dos quais estão saindo de Paris e abrindo estabelecimentos com experiências de fazenda à mesa. Muitas vezes, o cardápio é limitado, e muda diariamente de acordo com os ingredientes disponíveis no mercado. A lista de restaurantes que Renfro e a colega Joelle Kolich-Brocas, da agência de turismo Bordeaux Excellence, sugerem inclui Racines, dirigido pelo chef escocês Daniel Gallacher, Soléna, Garopapilles e Symbiose.

  • PROVENÇA

    Avignon tem uma ótima relação de restaurantes com estrelas Michelin, especialmente em se levando em conta o tamanho da cidade. “Uma vantagem é a proximidade com a região de vinho Chateauneuf du Pape. Eu amo as muralhas históricas, entrecortadas pelo rio Ródano”, diz Peter Rubin. “Quando ficar em Avignon, experimente o Hotel La Mirande, um hotel boutique de 5 estrelas em um local marcante da cidade, que ainda oferece uma excelente escola de culinária no local”. (Le Marmiton at La Mirande, comandado por Séverine Sagnet, também tem os melhores professores de gastronomia da área. As aulas, com máximo de 12 alunos, são conduzidas na cozinha do século XIX do hotel.)

    “Alain Ducasse é bem conhecido por seu império de restaurantes, mas o que poucos sabem é dos seus investimentos em lindas propriedades hoteleiras em Provence: La Bastide de Moustiers em Moustiers-Sainte-Maire e o Hostellerie de l’Abbaye de la Celle em La Celle, ambos consagrados com estrelas Michelin em seus restaurantes. Eles são bem próximos um do outro e podem ser facilmente visitados em um mesmo roteiro durante um itinerário por Provença.

  • FRANÇA E ESPANHA: PAÍS BASCO

    Outra região gastronômica que Foy Renfro considera imperdível é o País Basco, área conhecida por sua coleção de estrelas Michelin. Alguns de seus restaurantes favoritos na região são o La Table de l’Auberge Basque, em Saint Pée sur Nivelle (o restaurante com estrela Michelin fica na propriedade Relais & Chateaux, L’Auberge Baque); o Olhabidea, numa charmosa casa na comuna francesa de Sare; o Lore Tipia at Auberge Ostape, no hotel cinco estrelas de uma mansão datada do século XVII em Bidarray; e La Table des Frères Ibarboure, em Bidart. Não muito longe de Biarritz e Saint-Jean-de-Luz, o restaurante, também recomendado por Joelle Kolich-Brocas, colega de Renfro do Bordeaux Excellence, mantém uma estrela Michelin há mais de três décadas.

    Já em San Sebastián, na parte espanhola do País Basco, Renfro recomenda o Rekondo. “Eles possuem a mais excepcional lista de vinhos. Além disso, qualquer bar de petiscos na cidade velha de San Sebastián vale a visita. E então, claro, você tem lugares como Arzak, que oferece uma incrível experiência gourmet de três estrelas Michelin.” Renfro e Kolich-Brocas também sugerem o Kaia-Kaipe, conhecido pelos frutos do mar, no vilarejo de pesca de Getaria.

  • ALEMANHA: DÜSSELDORF

    David Mellon: “Aqui, há uma tradicional e excelente produção de cerveja artesanal tipo altbier, o estilo alemão de fazer cerveja fermentada, e casas de cerveja na cidade velha (Altstadt) de Düsseldorf servem pratos tradicionais alemães. Um hotel clássico onde se hospedar é o Capella Breidenbacher Hof Düsseldorf e uma cervejaria a se visitar é a Zum Schlüssel. ”

  • IRLANDA: GALWAY

    Peter Rubin recomenda: “Vá para o Oyster Festival, que este ano acontece entre 27 e 29 de setembro”. O evento, que data de 1954, foi criado para exibir ostras nativas de Galway — as águas próximas de Dunbulcan Bay abrigam um dos poucos leitos selvagens de ostras sobreviventes na área. O festival oferece competições, degustações, demonstrações de chefs e palestras sobre culinária.

    Esteja você em Galway no período do festival ou em outra época do ano, Rubin sugere ficar no the g Hotel and Spa, que tem um estilo contemporâneo e foi projetado por Phillip Treacy, o famoso chapeleiro que nativo de Galway. Ou no Glenlo Abbey, localizado nos arredores da cidade, com decoração mais tradicional. Quanto aos restaurantes, Rubin indica o Kai Cafe + Restaurant, para quando se deseja um turismo mais “discreto e local”. E os antigos Ard Bia em Nimmos, Loam e Aniar para um jantar de qualidade repleto de estrelas Michelin.

  • ITÁLIA: LE LANGHE, PIEDMONT

    O outono é o momento ideal para visitar o Le Langhe. Em outubro e novembro, as colinas são banhadas pelos tons outonais, os dias são mais frios, as noites são animadas e as trufas estão na sua estação. “É praticamente perfeito, como Piemonte na alta temporada”, diz Olivia Nash Richardson. “A paisagem é mais compacta que a de Chianti e não se leva muito tempo para viajar entre cidades e vinhedos. As designações de Patrimônio Mundial da Unesco (das paisagens vinícolas de Langhe-Roero e Monferrato), incluindo Barolo, Barbaresco, Nizza Monferrato e Barbera, atraem atenção, mas ainda há um sabor de lugar afastado e preservado.”

    A antiga Alba, considerada a casa das trufas, tem toda a confiança e energia das grandes cidades, em harmonia com a graça e o calor de uma pequena cidade rural. “Sua feira e mercado de trufas brancas, a Fiera Internazionale del Tartufo Bianco D’Alba (5 de outubro a 24 de novembro), é a protagonista indiscutível do outono”, afirma Olivia Nash Richardson. “Piemonte, em geral, e especificamente a região de Langhe, também é excelente para os ciclistas, mas eu prefiro o esforço de beber Barolos e provar qualquer coisa de trufa branca.”

    No campo “hotéis”, Nash Richardson sugere o Relais San Maurizio, em Santo Stefano Belbo, e o Castello di Guarene, em Guarene. Para o jantar, a Locanda in Cannubi, em Barolo, e Damiano Nigro, no Relais Villa d’Amelia.

  • PORTUGAL: VALE DO DOURO

    Peter Rubin: “No vale do Douro, pegue uma carona no trem The Presidential. Chefs de toda a Europa convidam o chef a bordo para proporcionar uma experiência memorável de comida e vinho. E as vistas são incríveis.” Saindo do Porto para a Quinta do Vesúvio e vice-versa, o Presidential é uma excursão de um dia e nove horas com um menu de degustação de vários pratos preparado por um chef com estrela Michelin. Há outros itinerários com duração de dois e três dias. Rubin lembra que há disponibilidade limitada em setembro e outubro.

    “Lamego, no coração do vale do Douro, é um destino culinário promissor”, destaca Rubin. “Possui muitas propriedades incríveis, eventos gastronômicos e passeios por vinhedos. Ali, o Six Senses Douro Valley seria certamente a minha principal escolha de hotel. No jantar, vá ao DOC para apreciar uma culinária contemporânea e belas vistas do rio Douro. O restaurante, em Folgosa, Armamar, fica a meia-hora de carro de Lamego. Também faça uma parada em Castas e Pratos, na Régua, para conhecer o interessante interior do armazém.” (Régua fica a cerca de 20 minutos de carro de Lamego).

  • MERCADOS GASTRONÔMICOS EUROPEUS

    Muitas cidades européias possuem ótimos mercados, onde você pode experimentar especiarias locais e vinhos. Entre eles, o Mercato Centrale (Mercado Central em tradução livre), de Florença, o San Miguel Market (Mercado de São Miguel), em Madrid, ótimo para experimentar uma variedade de petiscos tradicionais diferentes, e o Great Market Hall (algo como Grande Mercado, em tradução livre), em Budapeste. “Tente não se perder na sua grandiosidade de tamanho e produtos oferecidos”, desafia Foy Renfro. Em Munique, uma parada no Viktualienmarkt é essencial para um encontro com produtos germânicos e, claro, cervejas. Já em Amsterdã, vá ao Farmer’s Market, em Noordermakt, adjacente ao canal. Nesse mercado, visite a Winkel 43 para uma autêntica torta de maçã e cafés.

    “Esses mercados também são ótimas opções para comprar souvenirs e petiscos para os amigos e familiares. Compre um queijo parmesão embrulhado a vácuo para viagem, ou envie um vinagre balsâmico de Florença. Considere levar algumas amêndoas de Madrid, paprikas de Budapeste, marzipan de Munique. Já em Amsterdã, você encontrará uma variedade de itens, já que o Noordermarkt é um mercado de pulgas e alimentos”.

INGLATERRA: O SUDOESTE

Com a palavra, David Mellon: “Esta área, com suas belas paisagens campestres, é perfeita para grandes apreciadores de comida, visitantes que já conhecem os locais turísticos principais, e para quem gosta de sair do roteiro comum. Há ótimos hotéis, acomodações pitorescas e um número crescente de restaurantes e pequenas casas de fazenda, como a Trill Farm e River Cottage em Devon. Muitos desses locais oferecem escolas de culinária e festivais semanais com ingredientes locais. Há vinhas, como a Langham Wine Estate, em Dorset, e fazendas de cidra, como a Somerset Cider Brandy em Somerset, para visitar.”

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