Corrida sobre as nuvens

Bentley, Porsche, BMW, Audi, Tesla e Volkswagen se encontram no Pikes Peak, no Colorado, para ver quem chega mais rápido ao topo dos 4.302 metros da montanha que é o espelho dos Estados Unidos.

Arthur Caldeira
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A corrida montanha
acima acontece em Pikes Peak desde 1916

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Bentley, Porsche, BMW, Audi, Tesla e Volkswagen têm encontro marcado dia 27 de junho na Pikes Peak, no Colorado, para ver quem chega mais rápido ao topo dos 4.302 metros da montanha que é o espelho dos Estados Unidos

A MONTANHA DA AMÉRICA

Localizada nas Montanhas Rochosas, no Meio-Oeste dos Estados Unidos, o Pico de Pikes, a 4.302 metros acima do nível do mar, destaca-se em meio a um extenso planalto. Conhecida como a Montanha da América, o pico de granito tornou-se símbolo da conquista do Oeste e inspirou quadros, livros e poemas. A poeta Katharine Lee Bates (1859-1929) escreveu a letra “America the Beautiful” após visitar a região em 1893 – a música se tornou um hino patriótico e foi imortalizada na voz e no piano de Ray Charles.

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PIKES PEAK, DESDE 1916

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As corridas de subida de montanha, como a que acontece em Pikes Peak, estão entre as modalidades mais antigas do automobilismo. A primeira de que se tem registro aconteceu em La Turbie, perto de Nice, na França, em 1897. Já a prova em Pikes Peak começou a ser disputada em 1916 e é a segunda corrida de automóveis mais antiga dos Estados Unidos – perde apenas para a Indy 500, realizada desde 1911.

156 CURVAS

A corrida consiste em uma disputa cronometrada, ou seja, larga um piloto por vez e ganha quem chegar ao topo no menor tempo. Embora a prova ocorra sempre no último domingo de junho, os treinos acontecem desde a segunda-feira anterior, sempre bem cedo, entre 4h e 8h da manhã, para não atrapalhar os turistas. A montanha fica em uma propriedade privada e essa época do ano, verão nos EUA, é a alta temporada do turismo na região. A estrada tem 19,98 km (12,42 milhas) e era de terra até o início dos anos 2000. Só foi totalmente asfaltada em 2012. A pavimentação reduziu, mas não acabou com um dos grandes perigos da prova: perder o controle do carro ou da moto em uma das 156 curvas do trajeto e despencar montanha abaixo.

FRIO, VENTO E AR RAREFEITO

Os participantes já largam a 2.300 metros acima do nível do mar – o que por si só já é um desafio tanto para o piloto quanto para o carro ou a moto, que são afetados pela altitude. Outras dificuldades são as baixas temperaturas e a umidade no asfalto, condições que atrapalham o aquecimento e a aderência dos pneus. Os ventos fortes e o ar rarefeito prejudicam a aerodinâmica e a estabilidade dos veículos.

RECORDE ELÉTRICO

O desafio criado em 1916 pelo empresário Spencer Penrose para promover a estrada até o topo tornou-se um evento internacional com a participação dos melhores pilotos de todo o mundo – só competem convidados. Também se transformou em um grande negócio, com patrocinadores de peso, como a franquia de games Gran Turismo, e passou a atrair alto investimento das fábricas de automóveis e motocicletas. O recorde de 7min 57seg 148 milésimos, alcançado em 2018, é do francês Romain Dumas, ao volante de Volkswagen ID R elétrico de 680 cv e tração nas quatro rodas.

BRASILEIRO NO TOPO

O brasileiro Rafael Paschoalin cravou a bandeira brasileira no topo da montanha de Pikes Peak em 30 de junho de 2019. O piloto conquistou a vitória na categoria Middleweight com uma Yamaha MT-07 preparada, após fazer a pole position e completar o percurso em 10min 43seg 880 milésimos. Desde o ano passado, as motos foram excluídas de Pikes Peak, depois que o tetracampeão da prova, Carlin Dunne, morreu em um trágico acidente a poucos metros da linha de chegada em 2019 – foi a sétima fatalidade desde 1916. Os organizadores postergaram até depois da prova deste ano a decisão se as motos voltariam ou não a competir na montanha.

Reportagem publicada na edição 87, lançada em maio de 2021.

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