EXCLUSIVO: Por dentro do iate de luxo de R$ 23 milhões que tem espaço até para um “boat office”

A nova versão da Azimut 74, da Azimut Yachts, foi produzida no Brasil e passou por uma renovação completa em seu design e layout.

Beatriz Calais
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Divulgação Azimut
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A nova versão da Azimut 74, que ganhou esse nome por fazer parte da classe de iates com 70 pés (cerca de 23 metros quadrados, na conversão), custa R$ 23 milhões

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Ancorada na marina de Itajaí, em Santa Catarina, a nova versão do iate de luxo Azimut 74 merece que tiremos os sapatos para entrar. Com piso amadeirado e carpete na área das suítes, é importante não levar a sujeira de fora para dentro. Afinal, este é um espaço para relaxar e viver a vida com mais leveza – e nada como estar descalço para aumentar essa sensação.

São necessários poucos passos no interior da embarcação para perceber o cuidado com os detalhes para transformar o espaço em lar. Em determinados momentos, é até possível esquecer que se está no interior de um barco, e não de um apartamento decorado com papel de parede marítimo num bairro sofisticado de São Paulo. E é exatamente essa a sensação que a Azimut Yachts quer passar com a nova versão da Azimut 74, um barco que já existia no catálogo da fabricante, mas que passou por uma renovação completa em seu design e layout.

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Com o aumento da procura por iates durante a pandemia, a marca italiana decidiu implementar novas referências em termos de volumes, utilização racional do espaço, estilo e performance. De certa forma, grande parte dos clientes não está mais interessada apenas em embarcações para passeios rápidos e esporádicos. Com a dificuldade para viajar por conta da Covid-19 e o aumento da tendência de home office, muitos buscam na vida no mar um refúgio diferente do isolamento na cidade grande. funcionalidade para trabalhar com o privilégio de poder admirar o mar pela janela.
“Dá para fazer um ‘boat office’ aqui dentro. Se quiser, emprestamos o barco para vocês escreverem”, brinca Francesco Caputo, diretor da Azimut Yachts no Brasil, durante a visita da Forbes à embarcação. E, embora não tenha sido possível aceitar o convite, não foi difícil imaginar como seria uma estadia por lá.

Logo na entrada da embarcação, a sala de estar é equipada com um grande sofá em forma de “C”, com linhas curvas e poltronas em tons creme. Uma coluna de armazenamento faz as vezes de armário para cristais e utensílios de cozinha. Apenas alguns passos à frente, na parte central do convés principal, encontra-se a cozinha, disposta como uma ilha. Ao lado, uma grande mesa com oito lugares e uma janela ao fundo que vai do chão ao teto, proporcionando uma visão completa do mar. Com um pouco de sorte, talvez desse até para ver alguns peixes. Mas não foi dessa vez.

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Ainda no convés principal, ao lado da escada que leva às suítes, fica um dos espaços para pilotagem. E, finalmente, no pavimento inferior, as quatro cabines, que acomodam até oito convidados para pernoite. A principal, do anfitrião, é equipada com uma pequena sala de jantar, um banheiro privativo, isolamento acústico, televisão embutida e até um espelho de corpo inteiro. Já os outros quartos, embora menores, também oferecem espaços e janelas amplas – dois deles com banheiro privativo, enquanto o outro é uma demi-suíte que também atende a área de convivência.

Todos os móveis e decorações, do convés principal ao pavimento inferior, diversificam texturas em marfim, madeiras nobres e couro, combinações destacadas pelo sistema de luminárias circulares totalmente embutidas nos tetos e móveis. O design foi pensado pela própria equipe da empresa para não pesar o ambiente e tornar a luz e a disposição dos móveis agradáveis. Basicamente, toda a mudança de design e layout foi desenvolvida com foco no conforto dos futuros ocupantes.

Outro ponto que merece destaque é o design externo e as áreas de convivência ao ar livre. É o caso do flybridge (terceiro pavimento), com cerca de 40 metros quadrados, que começa na plataforma de popa e cobre todo o comprimento do cockpit. Um verdadeiro terraço com cadeiras reclináveis, churrasqueira, mesa dobrável, sofás e um pequeno guindaste para brinquedos aquáticos – em termos de motorização, o iate utiliza dois motores MAN V12 de 1400 HP cada. A velocidade de cruzeiro é de 26 nós, enquanto a velocidade máxima chega a 31 nós.

Já na proa (parte frontal), há bancos com encostos reguláveis para banhos de sol e um lounge privativo com sofá e mesa de centro. “Podemos dizer que temos um triplex náutico aqui”, compara Caputo. “Também há uma plataforma de popa capaz de hospedar um bote de apoio de quatro metros de comprimento.”

Para o executivo, andar pelo iate mostrando os detalhes de cada criação é uma realização própria. Segundo ele, a nova versão do modelo Azimut 74 prova os esforços da marca para implementar técnicas avançadas e tecnológicas de construção, caso da fibra de carbono 100% pura usada na estrutura básica da embarcação, o que reduz o peso das superestruturas em, aproximadamente, 30% em relação aos modelos feitos inteiramente em fibra de vidro. “É uma solução que, além de reduzir o peso, permitiu que a equipe de design obtivesse volumes e espaços de um barco de categoria superior”, explica ele, que define a fibra de carbono como um material perfeito para o momento atual da empresa, em que funcionalidade é tudo.

POTÊNCIA NÁUTICA

A nova versão da Azimut 74, que ganhou esse nome por fazer parte da classe de iates com 70 pés (cerca de 23 metros de comprimento, na conversão), custa R$ 23 milhões. Seu lançamento é um sinal de que o setor náutico nacional está crescendo, no entanto, Caputo enxerga que esse é um caminho para percorrer com passos lentos e paciência. Há dez anos no Brasil, quando a Azimut decidiu se instalar em Itajaí, o diretor assistiu os últimos avanços de camarote, mas destaca que ainda há muito para desbravar.

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“O Azimut 74 é um barco grande, mas é pequeno em termos mundiais. No exterior nós temos um mercado de megaiates que não está pronto para funcionar efetivamente no Brasil. Não temos condições de receber barcos de 100 metros de comprimento, por exemplo”, explica ele, sem perder a esperança, “Mas temos muito potencial para crescer. O Brasil tem mais de 7.500 km de costa, um clima favorável e lugares lindíssimos. Temos tudo para ser uma potência náutica, menos investimento e infraestrutura.”

Presente em mais de 70 países, com mais de 140 escritórios, a Azimut tem um faturamento de cerca de R$ 6 bilhões em nível global – dados de 2020. O Brasil representa uma fatia de R$ 250 milhões desse valor, o que é um resultado bom considerando que a procura tem aumentado nos últimos tempos. Em 2020, as vendas de iates aumentaram 50% no cenário nacional. “É uma planta cada dia mais importante para a empresa”, diz o executivo.

Sentado no sofá da sala de estar, Caputo aponta para pontos específicos da marina de Itajaí e fala, animado, sobre como o local se desenvolveu na última década. O som da buzina de alguma embarcação que passava por perto dá uma pista da movimentação do local, que conquista cada vez mais adeptos. Para o executivo, observar esse crescimento do setor, com outras embarcações ancoradas ao lado da Azimut 74, é o que dá gás para mais renovações e lançamentos na indústria náutica nacional.

Confira, na galeria de imagens abaixo, algumas imagens da Azimut 74:

  • Logo na entrada da embarcação, a sala de estar é equipada com um grande sofá em forma de “C”, com linhas curvas e poltronas em tons creme.

    Divulgação Azimut
  • Apenas alguns passos à frente, na parte central do convés principal, encontra-se a cozinha, disposta como uma ilha.

    Divulgação Azimut
  • A mesa de jantar, com oito lugares e uma janela ao fundo que vai do chão ao teto, proporciona uma visão completa do mar.

    Divulgação Azimut
  • Ainda no convés principal, ao lado da escada que leva às suítes, fica um dos espaços para pilotagem.

    Divulgação Azimut
  • São quatro cabines dispostas no iate, que acomodam até oito convidados para pernoite.

    Divulgação Azimut
  • O quarto principal, do anfitrião, é equipada com uma pequena sala de jantar, um banheiro privativo, isolamento acústico, televisão embutida e até um espelho de corpo inteiro.

    Divulgação Azimut
  • Há três banheiros na parte inferior do iate. Duas suítes e um lavabo compartilhado.

    Divulgação Azimut
  • Outro ponto que merece destaque na embarcação é o design externo e as áreas de convivência ao ar livre.

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  • O flybridge, no terceiro pavimento, é um verdadeiro terraço.

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  • O flybridge oferece cadeiras reclináveis, churrasqueira, mesa dobrável, sofás e um pequeno guindaste para brinquedos aquáticos.

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  • A embarcação busca aproximar o contato com a natureza.

    Divulgação Azimut

Logo na entrada da embarcação, a sala de estar é equipada com um grande sofá em forma de “C”, com linhas curvas e poltronas em tons creme.

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