Hebert Sousa e Isaquias Queiroz brilham na madrugada e conquistam ouro para o Brasil

Boxeador reverteu possível derrota a segundos do final e canoísta garantiu sua quarta medalha

Redação
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Montagem Forbes sobre fotos da Getty Images
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O lutador Hebert Sousa e o canoísta Isaquias Queiroz deram ao Brasil mais duas medalhas de ouro na madrugada de hoje (7)

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Hebert Sousa recuperou-se de uma derrota quase certa com um nocaute no final de sua luta e conquistou a medalha de ouro na categoria até 75 quilos do boxe neste sábado (7).

A apenas 90 segundos do final, o lutador disparou um golpe poderoso que deixou o campeão olímpico Oleksandr Khyzhniak no chão e garantiu a comemoração para o Brasil.

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Khyzhniak abriu clara vantagem com socos rápidos, mas Hebert lutou para permanecer em pé e ficou surpreso quando seu adversário foi à lona.

“Eu dei sorte, encaixei e foi nocaute”, disse ele. “Não tenho tantos nocautes, mas treino muito para isso.”

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O boxeador continuou: “Difícil falar da sensação, é incrível, uma emoção muito grande, senti a energia de todo mundo que estava torcendo. Eu pensei durante os rounds que tinha muita gente mandando energia por esse nocaute. Eu acreditei que eu podia – e que bom que aconteceu, eu fui premiado e a gente merece”.

Hebert nem esperou pela decisão do árbitro e comemorou imediatamente, pulando de corner para corner e gritando para as câmeras de televisão.

Khyzhniak chegou a se levantar, cambaleando, e fez de tudo para provar que estava bem para continuar, com suas palavras ao árbitro sendo abafadas pelos gritos do brasileiro.

“Não entendi a decisão”, disse Khyzhniak, acrescentando que o soco não foi tão forte. “Não é que eu poderia ter continuado, eu continuei. Eu levantei rápido, mas foi finalizado.”

DE OLHO EM PARIS

Pouco antes, Isaquias Queiroz dominou a prova do C1 1.000 m da canoagem velocidade e conquistou o ouro, garantindo sua quarta medalha olímpica.

O baiano de 27 anos, medalha de prata nos Jogos do Rio, terminou com o tempo de 4min04s408, à frente do chinês Liu Hao e de Serghei Tarnovschi, da Moldávia.

“Sinto que finalmente tirei o peso do mundo das minhas costas”, disse Isaquias. “Isso não significa que sinto pressão, mas sentia uma obrigação com os amantes dos esportes do Brasil de representar nosso país. Agora me sinto mais leve.”

Isaquias tornou-se o primeiro atleta brasileiro a conquistar três medalhas em uma mesma edição de Jogos, no Rio 2016 – duas pratas e um bronze. Com a quarta medalha conquistada em Tóquio, ele fica atrás apenas dos velejadores Torben Grael e Robert Scheidt, com cinco cada um, na lista dos maiores medalhistas olímpicos do país.

“Vou ser obrigado a ter que ir para Paris para brigar por mais duas medalhas [para ser o maior medalhista olímpico da história do país]. Sabíamos desde o início que essa medalha era minha, não tinha como ninguém tomar de mim. Mostrei isso na semifinal e na final. Agora é ir pra casa, me casar, curtir as férias e começar a pensar em Paris”, disse ele, segundo nota no site do “Time Brasil”.

“Volto a repetir, não vou a Paris a passeio, vou pra fazer o que fiz aqui: brigar pelas medalhas e representar bem o país”, completou Isaquias. (Com Reuters)

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