Conheça a dupla premiada de designers por trás de projetos como o Copacabana Palace

Inge Moore e Nathan Hutchins, do estúdio Muza Lab, já projetaram até trens e superiates.

Bridget Arsenault
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Inge Moore e Nathan Hutchins, desginers e cofundadores do estúdio Muza Lab

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Uma dupla premiada de designers globais, Inge Moore e Nathan Hutchins – cofundadores do estúdio de design Muza Lab, baseado em Londres – criam juntos hotéis multifacetados, superiates, empreendimentos de luxo e espaços residenciais privados em todo o mundo.

Eles projetaram hotéis em todo o mundo, incluindo o Copacabana Palace no Rio de Janeiro, o Donovan Bar, do Brown’s Hotel, em Londres, o trem de luxo peruano Andean Explorer, o Eagle Island Lodge em Botswana e os resorts Finolhu Baa Atoll e Kanuhura nas Maldivas, além de um impressionante clássico superiate, que será lançado ainda este ano.

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A Forbes conversou com a dupla sobre seus trabalhos atuais – especialmente durante a pandemia – e as perspectivas para o mercado do design. Confira:

 

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Forbes: Como começou o interesse de vocês pela indústria da hospitalidade? Quais são algumas das assinaturas em sua estética de design?

Inge Moore: Hotéis para mim são um lugar para comemorar, para fugir, para escapar… uma fantasia! Quando vi uma vaga para um cargo de design em uma empresa hoteleira, estava trabalhando em um museu e decidi que o trabalho era meu! O proprietário tentou cancelar a entrevista naquele dia porque ele estava viajando e ocupado, mas eu recusei, e basicamente disse a ele que eu era a única pessoa que ele poderia contratar! Assim ele fez, e aqui estou eu 25 anos depois, trabalhando e vivendo o emprego dos meus sonhos.

Nathan Hutchins: Tendo crescido no Caribe, os hotéis eram parte integrante da vida local. Sempre foi maravilhoso ver como as pessoas ficavam felizes nas férias e como o ambiente do hotel e o destino criavam essa alegria.

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A dupla foi responsável pelo design de interiores do Copacabana Palace

F: Quais são algumas das tendências que vocês notaram no design de hotéis hoje e quais são as do futuro – tanto em tecnologia quanto em estética? 

Felizmente, estamos além da tecnologia pela tecnologia. Sistemas simplificados que se integram com telefones celulares semelhantes aos que temos em nossas casas são a norma. Esteticamente, os hotéis precisam ser táteis, envolventes e memoráveis. O padronizado não cola mais.

F: É perceptível no site da Muza Lab que seus espaços são lugares para onde as pessoas vão para compartilhar momentos especiais. Como projetar espaços que reúnam as pessoas? 

Os hotéis são uma forma de ficar longe de casa e também onde as pessoas se encontram ou celebram momentos especiais. São espaços onde as memórias são feitas. O que nós mais lembramos sobre a infância geralmente são as férias em família. Portanto, como designer de hotéis, é nossa responsabilidade projetar espaços que reúnam as pessoas e atuem como pano de fundo para esses eventos especiais da vida.

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Trem de luxo Andean Explorer, no Peru

F: Quais são algumas das inovações tecnológicas que estão ajudando vocês e a sua empresa durante a pandemia de Covid-19? 

Acho que o que realmente percebemos é que, sim, você pode funcionar através do Zoom ou do Google Teams, mas nada substitui reuniões pessoais, workshops e colaborações. Não acreditamos que um grande design seja criado isoladamente, e muito tempo é perdido debatendo coisas que uma sala de modelo real resolveria em minutos.

 

F: Como você espera que a indústria hoteleira mude nos próximos anos? 

Acho que a Covid nos ensinou como é especial fugir, viajar e colaborar pessoalmente. Acreditamos que isso tornou a razão da indústria hoteleira existir ainda mais forte!

 

F: Quais foram alguns dos desafios únicos que enfrentaram ao projetar no ano passado?

Olhar para tecidos e cores online, certamente foi um desafio. Sites e fotos podem enganar.

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Finolhu Baa Atoll Maldives

F: Vocês fazem uma mistura de design de produto e estilo, consultoria de arte e design de interiores. Como equilibrar essas várias facetas do negócio? 

É tudo uma questão de criar a peça final perfeita, e todos esses processos fazem parte disso.

 

F: O que dá esperança a vocês neste momento? 

A emoção de reuniões pessoais e viagens novamente. É claro que todos sentimos falta do contato humano, da interação e das amizades da vida anterior à Covid. Além disso, temos tantos projetos fabulosos sendo inaugurados nos próximos dois anos, e estamos muito animados para ver todo o trabalho árduo se concretizando.

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