NBA House ferve com virada histórica do Boston Celtics

Primeiro jogo da final contra os Warriors eleva a temperatura para o Jogo 2, hoje à noite, em telão para 3 mil pessoas

Décio Galina
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A estrutura de 4 mil metros quadrados montada no estacionamento do Shopping Eldorado (SP) vibrou com um Jogo 1 digno de cinema

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O torcedor do Boston Celtics é resiliente. Depois de virar pra cima do Milwaukee Bucks – sem tomar conhecimento dos campeões da temporada passada liderados pelo grego genial Giannis Antetokounmpo – e despachar o Miami Heat, fora de casa, por 4 a 3 na decisão da Conferência Leste, foi a vez de respirar fundo no primeiro quarto, da primeira partida da finalíssima da NBA, e manter a calma diante um desempenho espetacular: Stephen Curry, armador do Golden State Warriors, fez história e quebrou o recorde de bolas de 3 em um período de jogo de Final – 6, marcando ao todo 21 pontos. O quinto jogador mais bem pago do mundo (US$ 92,8 milhões) estava decidido a fazer bonito em casa, e nada parecia o deter.

Esse cenário explica o delírio da maioria das 3 mil pessoas presentes na NBA House, na sexta-feira (3), com o desfecho – não menos espetacular – do 4º quarto: o Boston anotou 40 pontos, contra apenas 16 do time de São Franciso, reverteu uma desvantagem de 12 e fechou o jogo em 120 a 108. A estrutura de 4 mil metros quadrados montada no estacionamento do Shopping Eldorado (SP) vibrou com um Jogo 1 digno de cinema. Não poderia haver começo melhor para a série que decide o 75º título da liga norte-americana de basquete.

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É o ápice de uma temporada com mais de 460 jogos transmitidos ao vivo, em português, em TVs de rede aberta, fechada, YouTube e Twitch. O fanatismo do brasileiro pelo torneio se mede também pelo fato de ser o primeiro em assinaturas do League Pass, que dá acesso a partidas ao vivo e sob demanda. Trata-se do terceiro mercado em varejo físico do mundo, ficando atrás de Estados Unidos e China. São 18 lojas, entre elas a maior da América Latina.

A NBA House, que fica ancorada em São Paulo até 19 de junho, teve sua primeira edição no Jogos Olímpicos de Londres, em 2012. No Brasil, esta é a quarta edição – a terceira presencial. Em 2019, também em São Paulo, 30 mil pessoas compareceram. Este ano, a festa de abertura, dia 31 de maio, teve vendas esgotadas – ingressos para o Jogo 4 (que pode ser decisivo na série de 7), na sexta (dia 10), já acabaram ontem.

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A NBA House, que fica ancorada em São Paulo até 19 de junho, teve sua primeira edição no Jogos Olímpicos de Londres, em 2012

Além dos “game nights”, com os jogos transmitidos em um telão, há os “fan days”, com programação paralela, homenagens a jogadores eternos como Michael Jordan, Kareem Adbul-Jabbar e Kobe Bryant, exposição de tênis históricos, réplica do troféu Larry O’Brien (dado ao campeão da temporada) e roupas e apetrechos dos times na NBA Store. Dá para jogar bola (real) ou uma partida (virtual) do NBA 2K 75th Edition.

Hoje à noite (5), Celtics (maior detentor de títulos, 17, ao lado do Los Angeles Lakers) e Warriors (seis títulos, sendo três nos últimos sete anos) voltam a medir forças na arena Chase Center, em São Francisco. O time de Stephen Curry sabe que não pode perder de jeito nenhum, já que seria fatal levar o dois a zero para os próximos dois jogos, em Boston. Curry, Klay Thompson, Draymond Green e companhia devem vir com tudo pra cima do craque Jayson Tatum, Al Horford, Jaylen Brown e grande elenco. A laranja sobe às 21h, mas a diversão começa às 19h para quem vai acompanhar o “Game Day” na NBA House. A parada não vai ser fácil para o Celtics. Mas o torcedor do Boston é resiliente.

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