Mercedes pretende embutir desejo no consumidor por carro elétrico de luxo

A montadora alemã dedicará 75% dos investimentos a veículos de ponta e aos modelos C-Class e E-Class, enquanto reduz o número de modelos básicos

Reuters
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Athit Perawongmetha/Reuters
Athit Perawongmetha/Reuters

A Mercedes-Benz disse que pretende vender veículos exclusivamente elétricos em 2030

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A Mercedes-Benz detalhou uma nova estratégia baseada em “criar desejo” através da escassez. O plano foi apresentado junto com os modelos de luxo da empresa a analistas, investidores e clientes selecionados em evento na França.

A montadora alemã dedicará 75% dos investimentos a veículos de ponta e aos modelos C-Class e E-Class, disse a empresa hoje (19), enquanto reduz o número de modelos básicos.

O presidente-executivo da companhia, Ola Kaellenius, disse que a escassez de semicondutores enfrentada pela indústria nos últimos dois anos permitiu à Mercedes-Benz testar preços mais altos para os clientes, que serão mantidos mesmo quando a escassez diminuir.

“Em algum momento, as restrições (no fornecimento de semicondutores) serão suspensas, mas manteremos a disciplina”, disse ele.

A Mercedes-Benz disse que pretende vender veículos exclusivamente elétricos em 2030, onde as condições de mercado permitirem. O volume de veículos elétricos vendidos vai acelerar na segunda metade da década, disse Kaellenius, quando mais modelos forem lançados.

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“Queremos nos colocar em uma posição em que possamos atender a todos os nossos mercados eletricamente. Se for 2030 mais ‘x’… certamente não é maior que ‘5’”, afirmou o executivo.

A Mercedes-Benz havia elevado a meta de margem para 14% até 2025, de 10% ou mais, assumindo condições favoráveis de mercado.

A companhia projetou um aumento de 60% na participação de seus modelos de ponta no total de vendas em comparação aos níveis de 2019, para entre 17% e 18%, até 2026, com o mercado chinês oferecendo o maior potencial de crescimento.

Apesar de atingir uma margem de 16,4% em sua divisão de carros no primeiro trimestre de 2022, a meta de margem para 2025 era ambiciosa, já que a montadora precisava financiar a estratégia de eletrificação, disse o diretor financeiro, Harald Wilhelm.

“Precisamos ser realistas sobre o custo da transição para veículos elétricos a bateria”, disse Wilhelm.

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