Butantan recebe nova remessa de 2 milhões de doses da CoronaVac

Instituto agora já tem em seus estoques 3,1 milhões de unidades do imunizante.

Redação
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Amanda Perobelli/Reuters
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Secretário Gorinchteyn, Doria e Dimas Covas recebem doses de CoronaVac no aeroporto internacional de São Paulo

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O Instituto Butantan recebeu hoje (18) uma nova remessa de 2 milhões de doses da CoronaVac, potencial vacina contra Covid-19 do laboratório chinês Sinovac, e agora já tem em seus estoques 3,1 milhões de doses do imunizante.

A chegada da nova remessa foi acompanhada no início da manhã pelo presidente do Butantan, Dimas Covas, pelo governador de São Paulo, João Doria (PSDB), e pelo secretário de Saúde do Estado, Jean Gorinchteyn.

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Em vídeo divulgado pela assessoria de imprensa do governo paulista, Dimas Covas reiterou a promessa de que o Butantan terá disponíveis em janeiro 9 milhões de doses da CoronaVac.

“Três milhões de doses já estão nos nossos estoques e, até janeiro, 9 milhões de doses prontas para uso. É a primeira vacina em solo nacional, a primeira vacina que está sendo produzida no Brasil e na América Latina”, disse o presidente do Butantan.

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“Na semana que vem teremos mais vacinas chegando e essa é a nossa função, trazer as vacinas para que elas possam ser usadas o mais rapidamente possível”, acrescentou.

O instituto, que lidera os testes com a CoronaVac no Brasil, ainda não apresentou o resultado dos testes clínicos em Fase 3 com a candidata a vacina e, portanto, ainda não há pedido de registro do potencial imunizante junto à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Sem o registro, não se pode aplicar a vacina no Brasil.

O Butantan espera divulgar os dados de eficácia da CoronaVac na próxima quarta-feira (23), mesmo dia que pedirá o registro da candidata a vacina junto à Anvisa e ao órgão regulador de medicamentos da China. Também será pedida autorização para uso emergencial no Brasil.

O Butantan tem recebido doses prontas da CoronaVac e também a vacina a granel, que já está sendo envasada em uma fábrica do instituto. As obras de construção de uma fábrica que fará a produção integral da candidata a vacina já começaram e devem ficar concluídas no segundo semestre de 2021.

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Doria tem prometido iniciar a vacinação contra Covid-19 em São Paulo no dia 25 de janeiro, data que pode ser antecipada com a decisão do governo federal de incluir a CoronaVac no Plano Nacional de Imunização, caso a aplicação comece nacionalmente antes desta data.

Apesar do anúncio do Ministério da Saúde de inclusão da CoronaVac no PNI, Doria disse ontem (17) que o governo paulista ainda aguarda uma formalização irrevogável e irretratável de intenção de compra de doses da CoronaVac por parte do governo federal. (Com Reuters)

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