Com eficácia de 47%, vacina contra Covid-19 da CureVac fracassa em teste crucial

A União Europeia já havia firmado acordo para fornecimento de 450 milhões de doses do imunizante conhecido como CVnCoV.

Redação
Compartilhe esta publicação:
Andreas Gebert/Reuters
Andreas Gebert/Reuters

A União Europeia já havia firmado acordo para fornecimento de 450 milhões de doses da vacina contra Covid conhecida como CVnCoV

Acessibilidade


A empresa de biotecnologia alemã CureVac NV informou ontem (16) que sua vacina contra Covid foi só 47% eficaz em um teste de estágio avançado, ficando aquém do objetivo principal do estudo e causando dúvidas sobre a possível entrega de centenas de milhões de doses à União Europeia.

A eficácia decepcionante da vacina conhecida como CVnCoV emergiu em uma análise provisória baseada em 134 casos de Covid-19 do estudo com cerca de 40 mil voluntários na Europa e na América Latina.

LEIA MAIS: Anvisa autoriza mais 7 Estados a importarem doses da Sputnik V

As apostas para a CureVac e para possíveis compradores europeus da vacina aumentaram depois que limites de idade foram impostos no uso das vacinas da Johnson & Johnson e da AstraZeneca devido a problemas de coagulação extremamente raros, mas potencialmente fatais.

Também se esperava que a vacina da CureVac ajudasse países de renda baixa e média que estão muito atrás de nações mais ricas no esforço global de imunização.

Inscreva-se para receber a nossa newsletter
Ao fornecer seu e-mail, você concorda com a Política de Privacidade da Forbes Brasil.

Firmando os únicos acordos grandes de suprimento com a CureVac, a UE garantiu em novembro até 450 milhões de doses da vacina, das quais 180 milhões são opcionais. O negócio veio na esteira de um memorando de entendimentos com a Alemanha para a entrega de outras 20 milhões de doses.

Negociadas na bolsa dos Estados Unidos, as ações da CureVac caíram 50,6% e ficaram em US$ 46,81 após o pregão na esteira da publicação dos dados.

A empresa disse que ao menos 13 variantes do vírus respondem pelas infecções na população estudada. (Com Reuters)

Siga FORBES Brasil nas redes sociais:

Facebook
Twitter
Instagram
YouTube
LinkedIn

Siga Forbes Money no Telegram e tenha acesso a notícias do mercado financeiro em primeira mão

Baixe o app da Forbes Brasil na Play Store e na App Store.

Tenha também a Forbes no Google Notícias.

Compartilhe esta publicação: