Ministério da Saúde suspende contrato de compra da Covaxin após suspeitas de irregularidades

Adnan Abidi/Reuters
Adnan Abidi/Reuters

Em fevereiro, mesmo sem o aval da Anvisa, governo federal assinou em fevereiro um contrato de R$ 1,6 bilhão para a compra de 20 milhões de doses da Covaxin (foto)

O Ministério da Saúde vai suspender o contrato de compra da vacina indiana contra a Covid-19 Covaxin, disse hoje (29) o titular da pasta, Marcelo Queiroga, depois que a importação do imunizante entrou na mira da CPI da Covid por suspeitas de irregularidades.

Queiroga disse que a decisão foi tomada após recomendação da Controladoria-Geral da União, que iniciou uma apuração sobre as suspeitas levantadas sobre o contrato.

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Mesmo sem o aval da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) para o imunizante, o governo federal assinou em fevereiro um contrato de R$ 1,6 bilhão para a compra de 20 milhões de doses da Covaxin, imunizante desenvolvido pelo laboratório Bharat Biotech.

Na semana passada, o deputado Luís Miranda (DEM-DF) e o irmão dele, o servidor do Ministério da Saúde Luís Ricardo Miranda, disseram ter relatado suspeitas de irregularidades no contrato com a Covaxin ao presidente Jair Bolsonaro, o que levou o presidente para o centro da CPI.

Com base nas afirmações dos irmãos Miranda, senadores pediram ao STF (Supremo Tribunal Federal) uma investigação de Bolsonaro, afirmando haver “grandes chances” de o mandatário ter cometido o crime de prevaricação ao não ter atuado sobre as suspeitas de irregularidades.

Em notas divulgadas nos últimos dias, tanto a Bharat como a Precisa, que representa o laboratório indiano no Brasil, negam quaisquer irregularidades. (Com Reuters)

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