EUA reduzem tempo de isolamento por Covid para 5 dias

O CDC anunciou que pessoas infectadas com o coronavírus e assintomáticas só precisarão ficar isoladas por 5 dias, reduzindo sua orientação de isolamento pela metade.

Nicholas Reimann
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Bing Guan/Reuters
Bing Guan/Reuters

Reuters Paciente é testado para Covid-19 em clínica em Los Angeles, Califórnia

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O CDC (Centro de Controle e Prevenção de Doenças do Estados Unidos) anunciou ontem (27) uma nova regra para isolamento por Covid-19. Pessoas infectadas com o coronavírus e que estiverem assintomáticas só precisarão ficar isoladas por 5 dias, reduzindo sua orientação de isolamento pela metade após descobertas de que o risco de transmissão tem redução importante depois da infecção.

A atualização das regras sugere isolamento de cinco dias, seguido por cinco dias de uso de máscara perto de outras pessoas, em qualquer situação. O CDC também atualizou a orientação para aqueles que foram expostos à Covid-19, dizendo que aqueles que estiverem totalmente vacinados e tiverem recebido a dose de reforço não precisam de quarentena, mas devem usar máscara perto de outras pessoas nos dez dias seguintes ao contato.

Pessoas que não foram vacinadas ou que receberam a vacina há mais de seis meses e não tiveram dose de reforço, mas tiveram contato com alguém infectado, devem fazer uma quarentena de cinco dias e usar máscara perto de outras pessoas por outros cinco dias, de acordo com o CDC.

“A variante Ômicron está se espalhando rapidamente e tem um impacto potencial em todas a sociedade”, disse a diretora do CDC Rochelle Walensky por meio de comunicado oficial. “A atualização das recomendações do CDC para isolamento e quarentena levam em conta o que sabemos sobre a disseminação do vírus e a proteção oferecida pela vacinação e a dose de reforço”.

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Maioria dos casos nos EUA é de Ômicron

O CDC estimou que a variante Ômicron respondeu por 58,6% das variantes do coronavírus em circulação no país na semana encerrada em 25 de dezembro.

A variante de rápida disseminação foi detectada pela primeira vez no sul da África e em Hong Kong no mês de novembro, com o primeiro caso conhecido nos Estados Unidos identificado em 1º de dezembro em uma pessoa totalmente vacinada que havia viajado para a África do Sul.

A agência também revisou para baixo a proporção da Ômicron para a semana encerrada em 18 de dezembro, de 73% para 22%, dizendo que há um amplo intervalo de previsão publicado no gráfico da semana passada, em parte por causa da velocidade com que a Ômicron está se espalhando.

A variante Delta respondeu por 41,1% de todos os casos de Covid-19 nos EUA até 25 de dezembro, de acordo com dados da agência de saúde pública nesta terça-feira.

O ex-comissário da Agência de Alimentos e Medicamentos dos EUA (FDA) Scott Gottlieb disse no Twitter que, se a nova estimativa do CDC sobre a prevalência da Ômicron for precisa, a leitura sugere que uma boa parte das atuais hospitalizações ainda pode estar sendo causada pelas infecções com a Delta.

A agência disse que os dados incluem projeções modeladas que podem divergir de estimativas ponderadas geradas em datas posteriores.

Ômicron pode desbancar Delta

Pesquisas feitas por cientistas sul-africanos sugerem que a Ômicron pode desbancar a variante Delta do coronavírus porque a infecção com a nova variante aumenta a imunidade à mais antiga.

O estudo cobriu apenas um pequeno grupo de pessoas e não foi revisado por pares, mas mostrou que pessoas infectadas com a Ômicron, especialmente aquelas que foram vacinadas, desenvolveram imunidade aprimorada contra a variante Delta.

A análise envolveu 33 pessoas vacinadas e não vacinadas infectadas com a variante Ômicron na África do Sul.

Embora os autores tenham descoberto que a neutralização da Ômicron aumentou 14 vezes em 14 dias após o registro, eles também descobriram que houve um crescimento 4,4 vezes maior na neutralização da variante Delta.

“O aumento da neutralização da variante Delta em indivíduos infectados com a Ômicron pode resultar na diminuição da capacidade da Delta de reinfectar esses indivíduos”, disseram os cientistas que conduziram o estudo.

Os resultados do estudo são “consistentes com a Ômicron desbancando a variante Delta, uma vez que ela pode induzir imunidade que neutraliza a Delta, tornando a reinfecção pela Delta menos provável”, disseram.

De acordo com os cientistas, as implicações dessa mudança dependem de a Ômicron ser ou não menos patogênica em comparação com a Delta. “Nesse caso, a incidência de casos graves da Covid-19 seria reduzida e a infecção pode mudar para se tornar menos prejudicial aos indivíduos e à sociedade.”

(Com Reuters)

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