Lista de tarefas é uma boa ferramenta para ajudar a reduzir a ansiedade

Quando colocamos no papel as tarefas que temos de cumprir naquele dia, desde que com uma boa descrição do que elas consistem, isso nos ajuda a nos estruturarmos mentalmente para que consigamos realizá-las

Arthur Guerra
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GettyImages/ TravelCouples
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“Uma boa dica é repassar a lista semanalmente, para que você tenha ideia de se listou tarefas que eram realmente impossíveis de cumprir em um dia”

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Quem nunca chegou ao final do dia e disse a si mesmo: “Caramba, como eu fui esquecer de ter feito isso!”. Eu admito já ter passado por isso várias vezes no passado. Garanto que a sensação não é boa. Foi me atrapalhando em algumas ocasiões com as tarefas a serem cumpridas que eu aprendi, na marra, a importância de fazermos uma lista.

As “to do lists”, ou listas de coisas a fazer, são ferramentas muito interessantes, especialmente para aqueles, como eu, que costumavam se desorganizar durante o dia, chegando ao fim do expediente com a sensação de ter deixado algo importante para trás. Para muita gente, esse sentimento de não estar cumprindo o que se deveria funciona como um combustível da ansiedade.

Quando colocamos no papel as tarefas que temos de cumprir naquele dia, desde que com uma boa descrição do que elas consistem, isso nos ajuda a nos estruturarmos mentalmente para que consigamos realizá-las, pois temos uma ideia exata de tudo o que precisamos dar conta de cumprir. Não vale, por exemplo, algo como “Projeto X”. Que tal escrever algo como: “Fazer o orçamento do projeto X”?

Leia mais: Praticar o simples é cuidar da nossa saúde mental

Por outro lado, uma lista de tarefas também pode nos escravizar, se não aprendermos a organizá-la direitinho. Eis algumas boas dicas:

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1. Priorize

Não adianta você fazer uma lista gigantesca de tarefas, com afazeres que você tem de entregar dali a um mês ou mais. Descreva apenas aquelas a serem entregues no dia seguinte, com indicadores de prioridade. Claro que nem tudo que temos a cumprir no dia tem a mesma prioridade. Eu uso cores no meu calendário, pois isso me ajuda a saber, com uma batida de olhos, quem está me demandando o quê. Mas cada um vai encontrar o seu jeito.

2. Mini objetivos

Eu tenho sugerido isso aos meus pacientes e percebo que dá muito certo. Não adianta pensar em metas de longuíssimo prazo. Demarcar pequenos objetivos nos ajuda a ter a sensação de que estamos caminhando, estamos evoluindo a pequenos passos.

Grandes tarefas, claro, demandam muito tempo. Essa sensação de que não temos todo aquele tempo no dia também pode alimentar a ansiedade e o estresse. Ao contrário, dividir aquela grande tarefa em mini objetivos nos possibilita enfrentá-los um de cada vez, sem que isso nos oprima.

3. Revise a sua lista

Uma boa dica é repassar a lista semanalmente, para que você tenha ideia de se listou tarefas que eram realmente impossíveis de cumprir em um dia ou se, mesmo tendo listado as suas prioridades, você as descumpriu e refletir por quê. Essa revisão do que foi feito e do que não foi feito vai nos ajudando a afinar essas tarefas e vai ajustando a nossa bússola interna para que consigamos cumpri-las.

Dr. Arthur Guerra é professor da Faculdade de Medicina da USP, da Faculdade de Medicina do ABC e cofundador da Caliandra Saúde Mental.

Os artigos assinados são de responsabilidade exclusiva dos autores e não refletem, necessariamente, a opinião de Forbes Brasil e de seus editores.

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