Rolex celebra 100 anos de fundação na Suíça

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Com um Rolex Oyster Perpetual no pulso, o piloto Malcolm Campbell acelera o Bluebird a 445 km/h na praia de Daytona, na Flórida, em 1935

Parece que foi ontem, mas no ano que vem celebram-se os 100 anos da fundação da empresa Montres Rolex S.A.. Foi em 1919 que Hans Wilsdorf (1881-1960), o criador, deixou a Inglaterra para se instalar de vez na Suíça. No ano seguinte, ele registrou a marca em Genebra, cidade que é a meca da indústria de relógios no mundo.

A semente desta história, no entanto, remete ao começo dos anos 1900, quando o rapaz originário da Baviera deu seus primeiros passos no universo da relojoaria em La Chaux-de-Fonds (Suíça). Por mais que na época os modelos de bolso dominassem o mercado, Wilsdorf apostava nas vantagens do uso no pulso e no aprimoramento da precisão do maquinário.

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Em 1905, já em Londres, ele fundou com um sócio a Wilsdorf & Davis, que vendia para todo o Império Britânico relógios de pulso montados com componentes suíços, entre eles os da Maison Aegler, sediada em Bienne. Foi este o fornecedor de mecanismos pequenos e precisos, fundamentais para Wilsdorf convencer o público do rigor cronométrico de seus relógios de pulso.

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O Oyster, de 1926

Tanto martelou que, em 1910, conquistou o primeiro certificado de cronometria do Bureau Officiel de Controle de la Marche des Montres concedido a um relógio desse tipo. Um pouco antes, em 1908, Wilsdorf pariu o nome Rolex após estabelecer as seguintes premissas: deveria ter no máximo cinco letras e sonoridade agradável, ser pronunciável em qualquer idioma e fácil de memorizar e que ficasse harmônico tanto no mostrador como no mecanismo do relógio.

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O Oyster Perpetual 39, uma versão atualizada do ícone

Garantida a precisão, o próximo desafio de Wilsford seria desenvolver o primeiro modelo impermeável do mundo. Graças a um sistema que lacrou o mecanismo da peça, nascia, em 1926, o Rolex Oyster. Para dar credibilidade à novidade, no ano seguinte o Oyster resistiu à travessia do Canal da Mancha com a nadadora Mercedes Gleitze.

Veja, na galeria de fotos abaixo, 10 modelos clássicos da Rolex:

  • DATEJUST (1945)

    O primeiro modelo a mostrar a data do mês em uma abertura na posição das três horas é de 1945; em 1953, ganhou uma lente de aumento sobre a data.

  • DATEJUST (1945)

    O tenista Roger Federer usava o Datejust em um momento mágico da carreira, em 2009. “Eu havia acabado de vencer Roland Garros pela primeira vez e fui para Wimbledon tentar quebrar o recorde de Grand Slams de Pete Sampras [14]. Quando venci [de virada] e bati o recorde, em uma partida épica de cinco sets contra Andy Roddick, não pude acreditar. Ao levantar o troféu, estava com meu Rolex. Toda vez que o coloco, me lembro daqueles momentos fantásticos.” Hoje, Federer tem 20 títulos de Grand Slam.

  • SUBMARINER (1953)

    O primeiro relógio impermeável até 100 metros de profundidade é uma referência entre modelos de mergulho e um clássico no universo da relojoaria. Trata-se da segunda maior realização no campo da excelência técnica da impermeabilidade após a invenção do Oyster, em 1926. Triângulos, retângulos e círculos têm a função de marcadores de horas de fácil leitura. Ponteiros das horas e dos minutos em grandes dimensões também contribuem para o conforto do mergulhador no fundo do mar. Ficou escuro dentro d’água? Sem problema: a exibição Chromalight foi criada justamente para melhorar a visibilidade.

  • EXPLORER (1953)

    Inconformados por perder a corrida ao Polo Sul em 1911 para os noruegueses (Roald Amundsen venceu Robert Scott), os britânicos se lançaram à conquista do Monte Everest. E conseguiram, em 1953. O neozelandês Edmund Hillary e o
    nepalês Tenzing Norgay entraram para a história ao serem os primeiros no cume da Terra (8.848 metros) – e dividiram a fama com o Explorer.

  • EXPLORER (1953)

    Feito de aço Oystersteel (fabricado com exclusividade para a Rolex), uma liga usada em setores que exigem extrema resistência, como o aeroespacial, o relógio tem design simples, de alta legibilidade, com destaque aos algarismos 3, 6 e 9.

  • DAY-DATE (1956)

    A publicidade do Day-Date deixou claro desde as primeiras peças: o modelo feito unicamente de ouro 18 quilates ou platina 950 foi criado para presidentes e líderes (na propaganda ao lado, um presidente fictício saca o telefone vermelho: a linha direta que conectava Washington ao Kremlin durante a Guerra Fria).

  • DAY-DATE (1956)

    O primeiro relógio de pulso a indicar a data e dia da semana (por extenso, em 26 idiomas) tem ainda impermeabilidade garantida até 100 metros de profundidade – além da emblemática pulseira de três fileiras de elos semicirculares.

  • EXPLORER II (1971)

    Assim como o Explorer, este modelo nasce do compromisso da marca com a exploração. Como diferenciais, ele exibe data e um ponteiro de horas adicional laranja, em forma de seta, que permite distinguir o dia da noite – ideal para exploradores de regiões polares e espeleólogos com rotina sob a terra. Mas, claro, montanhistas podem usar, como Ed Viesturs, o único americano a escalar os 14 picos de 8 mil metros da Terra sem ajuda de oxigênio (são 21 ascensões; sete ao Everest). “Sempre adquiro equipamentos novos, mais leves, e o Explorer II é o único item que nunca troquei.”

  • COSMOGRAPH DAYTONA (1963)

    O relógio que é sinônimo de automobilismo leva o nome da praia de areia batida na Flórida que, entre 1903 e 1935, ganhou fama mundial por ser o local perfeito para bater recordes de velocidade – 80 foram estabelecidos ali, como o de 445 km/h do piloto britânico Malcolm Campbell, em 1935.

  • COSMOGRAPH DAYTONA (1963)

    Tricampeão de Fórmula 1 e embaixador Rolex, Sir Jackie Stewart, de 80 anos, ganhou o Rolex Daytona que usa até hoje no final dos anos 1960 após vencer o GP de Mônaco. “É um relógio clássico que me lembra do GP mais glamuroso, animado e empolgante da temporada. Era um sonho sentar ao lado da princesa Grace.”

  • GMT-MASTER II (1982)

    As viagens de longa distância estavam em franca expansão quando o GMT-Master foi lançado em 1955 – ele virou o relógio oficial da companhia norte-americana Pan Am. Na década de 1960, os pilotos de teste francês e britânico do Concorde (primeiro avião supersônico de passageiros do mundo) também usaram o modelo, fato que motivou a publicidade acima.

  • GMT-MASTER II (1982)

    O GMT-Master II é da década de 1980, traz o clássico disco bicolor dividido em duas metades, tem um novo mecanismo, mas segue com sua função estabelecida no projeto inicial de exibir dois fusos horários simultaneamente.

  • YACHT-MASTER (1992)

    Assim como o Explorer está para o alpinismo e o Daytona está para o automobilismo, o Yacht-Master é o clássico da Rolex para o iatismo.

  • YACHT-MASTER (1992)

    A relação da marca com a vela, porém, é antiga. Sir Francis Chichester, primeiro a navegar sozinho ao redor do planeta, de oeste a leste, usava um Oyster Perpetual na proeza de 1966 a 1967. Ele ficou tão impressionado com o relógio que escreveu uma carta para a Rolex enaltecendo tal resistência a bordo do Gipsy Month IV.

  • YACHT-MASTER (1992)

    Em 2007, foi lançado o Yacht-Master II, com contagem regressiva programável de 1 a 10 minutos: ótima para uma boa largada na regata.

  • DEEPSEA (2008)

    Dois modelos da Rolex foram concebidos para suportar a pressão de mergulhos profundos: o Sea-Dweller (1967, impermeável até 1.220 metros) e o Deepsea, que segue como se nada estivesse acontecendo a 3.900 metros.

  • DEEPSEA (2008)

    Esse superpoder do Deepsea é devido ao sistema Ringlock: uma arquitetura de caixa que faz o relógio resistir a um peso equivalente a 3 toneladas. Em 1960, o batiscafo (submarino de exploração profunda) Trieste levou dois tripulantes (e um Deepsea Special fixado na parte exterior) a 10.916 m.

  • DEEPSEA (2008)

    O cineasta e explorador James Cameron (abaixo) desceu, em 2012, quase a 11 mil metros com o Deepsea Challenge.

DATEJUST (1945)

O primeiro modelo a mostrar a data do mês em uma abertura na posição das três horas é de 1945; em 1953, ganhou uma lente de aumento sobre a data.

Reportagem publicada na edição 73, lançada em dezembro de 2019

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