Honda vai fechar fábrica no Reino Unido

Reuters
Fechamento vai resultar em corte de 3,5 mil empregos

A Honda deve anunciar o fechamento de sua única fábrica de carros na Inglaterra em 2022, o que vai resultar em corte de 3,5 mil empregos, disse um parlamentar à Reuters, no mais recente revés para a indústria automotiva do Reino Unido em um momento em que o Brexit se aproxima.

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A montadora japonesa fabricou pouco mais de 160 mil veículos na planta de Swindon, no sul da Inglaterra, no ano passado, onde produz os modelos Civic e CV-R, representando pouco mais de 10% da produção total britânica, de 1,52 milhão de carros.

Mas a empresa vem enfrentando dificuldades na Europa nos últimos anos, e a indústria enfrenta uma série de desafios, entre os quais a queda na demanda por veículos a diesel e uma regulamentação mais rígida, além das incertezas sobre a saída do Reino Unido da União Europeia, prevista para o próximo mês.

Justin Tomlinson, um parlamentar conservador de Swindon que votou no Brexit em 2016, disse que se encontrou com o ministro de negócios e representantes da Honda, que confirmaram os planos. “Eles deveriam fazer uma declaração amanhã de manhã, obviamente a informação vazou mais cedo”, disse Tomlinson, que é legislador de North Swindon, à Reuters. “Isso não é relacionado ao Brexit. É um reflexo do mercado global. Eles estão buscando consolidar a produção no Japão.”

A Honda não comentou o assunto, mas afirmou: “Levamos nossas responsabilidades para com nossos funcionários muito a sério e sempre comunicamos qualquer notícia significativa a eles primeiro”.

O acordo de comércio UE-Japão, recentemente confirmado, significa que as tarifas dos carros do Japão para o continente europeu serão eliminadas, enquanto a Grã-Bretanha está lutando para avançar nas negociações sobre as relações comerciais pós-Brexit com Tóquio.

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A Honda, que vem fabricando mais carros para venda fora da Europa nos últimos anos, disse no início deste mês que seus volumes de produção em Swindon serão reduzidos para 570 carros por dia e que por isso faria cortes de empregos.

“Essa redução no volume não terá nenhum impacto em nossos níveis permanentes de recursos e está alinhada com nossos planos de produção atuais”, disse a empresa na ocasião.

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