Ibovespa começa semana em ritmo comedido

Amanda Perobelli/Reuters
Amanda Perobelli/Reuters

Ibovespa cedeu 0,13%, a 110.977,23 pontos, após máxima histórica na última sexta-feira (6)

O Ibovespa fechou em leve queda hoje (9), após uma semana de recordes, refletindo de ajustes de posições antes de potenciais catalisadores, como novos desdobramentos das negociações comerciais entre norte-americanos e chineses e decisões de política monetária nos Estados Unidos e Brasil.

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa cedeu 0,13%, a 110.977,23 pontos. O volume financeiro alcançou R$ 18,56 bilhões.

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O Ibovespa fechou a última sexta-feira (6) em nova máxima histórica, a 111.125,75 pontos.

Na visão do estrategista Odair Abate, da Panamby Capital, o começo desta semana tende a ser em compasso de espera, com muitas informações relevantes, tanto em termos de dados como declarações de autoridades. “Depois da semana excelente, o zero a zero hoje pode ser visto como positivo”, afirmou.

O embate comercial EUA-China, que tem adicionado volatilidade aos negócios há cerca de um ano, tem uma semana decisiva, dado o iminente aumento de tarifas norte-americanas sobre produtos chineses a partir do dia 15.

Para o estrategista Dan Kawa, sócio na TAG Investimentos, no curto-prazo, a direção da guerra comercial será o principal vetor para determinar a dinâmica dos ativos de risco, conforme nota a clientes mais cedo.

Também o Federal Reserve e o Banco Central no Brasil anunciam nesta semana decisões sobre taxas de juros, com as atenções também voltadas para os comunicados que acompanham as respectivas decisões, com investidores em busca de sinais sobre os próximos passos das autoridades monetárias.

“Investidores esperam potenciais catalisadores”, afirmou a equipe da XP Investimentos, em nota a clientes, acrescentando que espera manutenção dos juros pelo Fed e corte na taxa Selic para sua nova mínima histórica, a 4,50%.

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Na avaliação de um gestor de portfólio da asset de um banco estrangeiro em São Paulo, há expectativa de um desfecho favorável a ativos de risco das decisões de juros, sendo a questão comercial mais preocupante, uma vez que os personagens envolvidos são erráticos nas decisões.

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