Ibovespa tem segunda alta forte seguida com pacote dos EUA no radar

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O volume financeiro totalizou R$ 28,68 bilhões

O Ibovespa voltou a fechar em forte alta hoje (25), com várias ações valorizando-se mais de 20%, em meio ao apetite a risco respaldado pela iminência da aprovação pelo Congresso dos Estados Unidos de um pacote econômico de US$ 2 trilhões em resposta à pandemia da Covid-19.

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa saltou 7,5%, a 74.955,57 pontos – a segunda alta seguida, o que não acontecia desde a virada do mês. O volume financeiro totalizou R$ 28,68 bilhões.

Senadores nos EUA votarão nesta quarta-feira um projeto de lei bipartidário que prevê a liberação de US$ 2 trilhões para aliviar o impacto econômico do coronavírus, após acordo entre os principais assessores do presidente Donald Trump e senadores republicanos e democratas .

Tal desfecho foi em parte antecipado pelos mercados ontem (24), quando o Dow Jones teve a maior alta percentual diária desde 1933. Hoje, o S&P 500 subiu 1,15%.

Perto do fechamento, porém, o senador Bernie Sanders disse que estava se preparado para suspender a votação do pacote no Senado, a menos que um grupo de senadores republicanos abandone suas objeções aos termos quanto aos benefícios aos desempregados no projeto.

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Agentes financeiros também não descartam manutenção da volatilidade, uma vez que permanecem dúvidas sobre o efeito total da pandemia nas economias, bem como faltam evidências de melhora no ritmo de contágio do vírus.

“Não está claro quanto tempo esse entusiasmo pode ser sustentado”, destacaram Chris Hussey e equipe, do Goldman Sachs, citando a expectativa de um trimestre que deve ser marcado por forte retração da economia norte-americana.

“Podemos estar à beira da transição da fase de resposta política da crise do coronavírus para a fase dependente de dados – uma etapa que pode ser menos previsível tanto do lado do vírus como do lado econômico”, citaram em nota a clientes.

Analistas da corretora Mirae Asset também observaram que a propagação da doença no mundo continua em evolução, bem como o isolamento de pessoas e países.

“Será importante entender qual o período de segurança entre saúde da população e da economia. Este será o novo desafio do cenário que está se formando e será munição para confrontos na política em diferentes países e aqui não será diferente.”

No Brasil, o número de mortes em decorrência do novo coronavírus no Brasil avançou para 57 nesta quarta-feira, um aumento de 11 óbitos em relação ao levantamento da véspera, informou o Ministério da Saúde. Os casos confirmados de Covid-19 no país atingiram 2.433, ante 2.201 até segunda-feira.

A pandemia do Covid-19 já infectou mais de 420 mil pessoas em todo o mundo e matou quase 19 mil.

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