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10 atletas femininas mais bem pagas de 2020

Nove delas ganham a vida com uma raquete de tênis nas mãos

6 min
Getty Images
Getty ImagesNaomi Osaka está em primeiro lugar no ranking de atletas mais bem pagas

A vitória da temporada de 2019 da estrela do tênis Ashleigh Barty foi algo que ela provavelmente não esquecerá tão cedo. Seu triunfo nas finais da Associação de Tênis Feminino (da sigla em inglês WTA) em Shenzhen, na China, em novembro, foi sua quarta conquista no ano passado e rendeu-lhe US$ 4,4 milhões, um recorde para qualquer torneio da modalidade, independentemente do sexo, responsável por elevar seus ganhos anuais para US$ 11,3 milhões.

O prêmio em dinheiro alçou a australiana ao 3º lugar na nova edição do ranking das atletas femininas mais bem pagas do mundo. Ashleigh está bem abaixo do ícone global Serena Williams, que ficou na vice-liderança, com US$ 36 milhões – US$ 32 milhões dos quais se referem a contratos de patrocínio. Ambas foram superadas ​​por Naomi Osaka, que ganhou apenas US$ 3,4 milhões em prêmios em dinheiro, mas ficou no topo da lista, com US$ 37,4 milhões graças a uma lista imensa de patrocinadores.

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Para atletas que querem enriquecer para além de seus domínios, o tênis é o esporte preferido. Nove das 10 atletas femininas mais bem pagas do mundo ganham a vida com uma raquete em punho. A exceção deste ano é Alex Morgan, co-capitã da Seleção Feminina dos Estados Unidos de Futebol, que está na 10ª posição com US$ 4,6 milhões. As campeãs do tênis têm muito o que agradecer à ex-tenista Rosie Casals.

Rosie, cujos 112 títulos em torneios de duplas representam o segundo melhor desempenho de todos os tempos, foi uma das nove tenistas apelidadas de Original 9 que transformaram a Associação de Tênis de Grama dos Estados Unidos, meio século atrás, para protestar contra a diferença nos pagamentos dos prêmios entre homens e mulheres – que chegou a imensa desproporção de 12 para 1. A reivindicação rendeu a jogadoras como Rosie e sua dupla de longa data, Billie Jean King, o banimento de eventos sancionados pela Associação de Tênis dos Estados Unidos (da sigla em inglês USTA). Os acontecimentos deram origem ao Virginia Slims Tour, que mais tarde se transformou na WTA.

“Sabíamos que o que estávamos fazendo era muito importante, e, de certa forma, não tínhamos nada a perder”, diz Rosie, que vai celebrar o aniversário de 50 anos da primeira disputa da turnê no mês que vem. “Tenho orgulho de ver onde o tênis feminino está meio século depois e de saber que fomos fundamentais para o sucesso da modalidade hoje.”

O US Open foi o primeiro grand slam a promover igualdade de gênero em 1973, mas levaria 28 anos para que outro torneio seguisse o exemplo – o Aberto da Austrália em 2001. Os maiores eventos do esporte agora pagam prêmios iguais em dinheiro para homens e mulheres – Wimbledon, em 2007, foi o último grand slam a atualizar suas premiações. Foi um longo caminho para as tenistas, que enfrentaram a mesma luta por melhores salários que as atletas de futebol, basquete e hóquei enfrentam nos últimos anos.

Fora os prêmios em dinheiro, Naomi e Serena continuam como as únicas super estrelas do esporte. Naomi estabeleceu novo recorde entre as atletas este ano, batendo os ganhos de Maria Sharapova em 2015, quando recebeu US$ 29,7 milhões e derrotou Serena, que ocupava o topo da lista nos quatro anos anteriores.

A tenista japonesa conseguiu uma série de novos patrocínios após seus títulos consecutivos do Grand Slam no Aberto dos EUA de 2018 e no Aberto da Austrália de 2019, incluindo a Nike, que ofereceu cerca de US$ 10 milhões por ano para tirá-la da Adidas. Naomi agora tem 15 patrocinadores, incluindo marcas globais como Nissan Motor, Shiseido e Yonex.

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Morgan é a única não jogadora de tênis a entrar no Top 10, graças a um enorme portfólio de patrocínios com valor 10 vezes mais alto do que seu salário e bônus de, aproximadamente, US$ 400.000 no ano passado. Ela tem mais de uma dúzia de marcas a seu lado, incluindo Nike, Coca-Cola, Volkswagen e AT&T. A novidade mais recente relacionada à jogadora é a boneca Barbie Alex Morgan.

A cocapitã da Seleção Americana de Futebol Feminino dos EUA, Megan Rapinoe, saiu da lista com valores estimados em US$ 4,2 milhões. Seu nome e ganhos se destacaram depois que ela liderou o país na Copa do Mundo de 2019 como artilheira e tornou-se um ícone cultural após os ataques de Donald Trump. Além de um acordo lucrativo para um livro, ela faturou com uma enxurrada de contratos para palestras de quase seis dígitos. Megan também é patrocinada pela Nike, Budweiser, BodyArmor, Visa e pelo menos por mais meia dúzia de marcas.

“Não podemos ser complacentes”, diz Rosie sobre a disparidade salarial contínua entre homens e mulheres. “Devemos continuar a melhorar a exposição e o perfil das mulheres do futebol feminino, para que o valor continue a aumentar. Tivemos sorte, mas precisamos de mais delas em posições de poder nos negócios.”

A contabilização dos ganhos feita pela Forbes analisa prêmios em dinheiro, salários, bônus, patrocínios e taxas por presença entre 1º de junho de 2019 e 1º de junho de 2020. Esse período significa que o coronavírus teve apenas um breve impacto, já que as jogadoras de tênis perderam prêmios em dinheiro relacionados a apenas dois meses e meio de eventos não realizados. Entretanto, os ganhos devem cair significativamente no levantamento do próximo ano. Além do cancelamento de Wimbledon, a WTA suspendeu seus sete eventos na China programados para outubro e novembro – incluindo as lucrativas finais. O prêmio em dinheiro para os torneios na China totalizaria cerca de US$ 30 milhões. Quase todas as jogadoras também terão reduções em seus patrocínios por cumprirem os requisitos mínimos de número de partidas.

Veja, na galeria de fotos a seguir, as 10 atletas femininas mais bem pagas do mundo em 2020:

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